Os dois homens presos sob a suspeita de envolvimento no sequestro e morte do empresário Alfredo Fragas dos Santos, de 53 anos, tiveram suas prisões preventivas decretadas pelo Poder Judiciário. A decisão foi proferida após a realização da audiência de custódia, confirmando o pedido feito pela Polícia Civil para que os investigados permaneçam detidos por tempo indeterminado enquanto o caso é apurado.
A Justiça também autorizou a quebra do sigilo de dados telemáticos dos aparelhos celulares que foram apreendidos com os suspeitos. Os dispositivos eletrônicos serão encaminhados à Polícia Científica para a extração e análise do conteúdo.
Segundo a Polícia Civil, os trabalhos de investigação prosseguem com o agendamento do depoimento de novas testemunhas e a realização de diligências para esclarecer todas as circunstâncias do crime e verificar se houve a coautoria de terceiros.
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O caso, que passou a ser tratado como latrocínio (roubo seguido de morte), teve início na manhã de segunda-feira (11), quando o empresário, proprietário de uma empreiteira em Balneário Camboriú, foi sequestrado. O corpo da vítima foi localizado na tarde do mesmo dia em uma ribanceira nas proximidades de um rio, no bairro Arraial D’Ouro, em Gaspar. Alfredo estava com os pés amarrados e apresentava uma perfuração na cabeça provocada por disparo de arma de fogo.
As capturas dos suspeitos ocorreram poucas horas após o crime, em uma ação coordenada pelas forças de segurança. Um dos homens foi detido pela Polícia Militar em um aeroporto de São Paulo enquanto tentava fugir do estado. O segundo envolvido foi localizado e preso em Blumenau, município onde os policiais também encontraram o automóvel que pertencia ao empresário.

