Dez anos depois da tragédia, Chapecoense e Atlético Nacional se reencontram para “Jogo da Amizade Eterna”

Em 25/09/2026
por Jornalismo Menina

Em um reencontro marcado pela emoção, Chapecoense e Atlético Nacional se enfrentam neste sábado, 26, às 17h30, no estádio Atanasio Girardot, em Medellín, na Colômbia, no mesmo palco que receberia a primeira partida da final da Copa Sul-Americana de 2016. As equipes irão disputar o “Jogo da Amizade Eterna” dez anos após a tragédia aérea que marcou o esporte mundial. A partida será transmitida ao vivo pela CBF TV.

O jogo homenageia as 71 vítimas do acidente aéreo com a delegação da Chapecoense e celebra o laço de solidariedade construído entre brasileiros e colombianos após a tragédia.

“Há jogos que vão muito além do resultado, e este é um deles. Dez anos depois, Chapecoense e Atlético Nacional voltam a se encontrar para celebrar uma amizade que nasceu em um dos momentos mais dolorosos da história do futebol. É também uma oportunidade de manter viva a memória das 71 vítimas e recordar a solidariedade que uniu brasileiros e colombianos. A CBF tem orgulho de transmitir pela CBF TV um encontro com um significado tão especial para o nosso futebol”, afirmou Samir Xaud, presidente da CBF.

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A transmissão terá narração de Eduardo Moreno e comentários de André Garone. Moreno, que já havia acompanhado a Chapecoense na Sul-Americana de 2016, relatou ter sentido incredulidade ao receber a notícia do acidente e choque ao tomar conhecimento de quem estava a bordo, entre jogadores em grande fase, dirigentes e jornalistas. Para o narrador, participar do reencontro dez anos depois representa uma das missões mais emocionantes e de maior responsabilidade de sua carreira.

“Posso falar que estar no microfone e poder narrar esse reencontro do Atlético Nacional com a Chapecoense, eu acho que é uma das missões mais tocantes e de maior responsabilidade que o jornalismo, que a narração esportiva assim, já me proporcionou. Me sinto honrado mesmo em poder fazer parte disso”, destacou.

A amizade entre os clubes

Em novembro de 2016, a Chapecoense vivia o momento mais importante de sua história e se preparava para enfrentar o Atlético Nacional na final da Copa Sul-Americana, sua primeira decisão internacional.

O sonho foi interrompido em 29 de novembro. O avião que levava a delegação havia decolado de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, com destino a Medellín, quando caiu a 35 quilômetros do destino após ficar sem combustível.

Das 77 pessoas a bordo, 71 morreram, entre atletas, membros da comissão técnica, dirigentes, jornalistas e convidados. Seis sobreviveram: os jogadores Alan Ruschel, Jackson Follmann e Neto; o jornalista Rafael Henzel; a comissária Ximena Suárez; e o técnico de voo Erwin Tumiri.

No dia marcado para a final, o Atanasio Girardot foi tomado por milhares de torcedores do Atlético Nacional em homenagem às vítimas. O clube colombiano também pediu à Conmebol que o título da Sul-Americana fosse entregue à Chapecoense. A solicitação foi aceita.

O gesto deu origem a uma relação de amizade entre os dois clubes e suas torcidas, que agora se reencontram dez anos depois da tragédia.

Matéria por: Damy Fernandes – estagiária de Jornalismo (sob supervisão)

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