Mesmo apontando indícios iniciais de possíveis irregularidades no Hospital Regional Ruth Cardoso, a área técnica do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC) recomendou o arquivamento da representação apresentada pelo vereador Marcelo Achutti (MDB) sobre a gestão da unidade e a atuação da Organização Social Viva Rio. As informações são do jornal Página 3.
O documento foi elaborado pela Diretoria de Atividades Especiais em 14 de agosto de 2026, a partir de uma representação protocolada em 2 de junho. Como se trata de uma análise técnica preliminar, encaminhada ao relator e ao Pleno, o parecer ainda não representa uma decisão definitiva do Tribunal.
Na representação, Achutti relata demora no atendimento, falta de insumos e medicamentos, cancelamento de cirurgias eletivas, superlotação, número insuficiente de profissionais, problemas estruturais e possíveis falhas de gestão. Para embasar as denúncias, o vereador anexou relatos de pacientes, notícias publicadas pela imprensa, reclamações recebidas pelas redes sociais e uma moção de repúdio.
Na avaliação dos técnicos, o material reúne indícios que tornam as denúncias verossímeis e poderiam, em princípio, motivar uma fiscalização. O conteúdo, porém, não comprova, por si só, a existência de irregularidades.
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Apesar disso, a representação alcançou 54,69% na matriz de seletividade do TCE-SC, abaixo dos 60% necessários para avançar. Os técnicos apontam ainda que parte significativa dos temas já foi analisada em auditoria anterior, que resultou na Decisão 933/2024, com determinações atualmente em monitoramento. Também destacam que a estadualização do hospital provocou uma reestruturação administrativa cujos efeitos ainda precisam ser avaliados.
Diante desses fatores, a área técnica propõe o não prosseguimento da representação e o arquivamento dos autos.
Matéria por: Damy Fernandes – estagiária de Jornalismo (sob supervisão)

