Licitação é lançada e construção do Parque Inundável do Rio Camboriú deve começar ainda este ano

Em 14/09/2026
por Daiane Valentin

O edital de licitação para a construção do Parque Inundável Multiuso da Bacia do Rio Camboriú foi lançado nesta segunda-feira, 14. A assinatura foi realizada pelas prefeituras de Camboriú e Balneário Camboriú, em parceria com o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (CIM-Amfri). 

A cerimônia que marcou a abertura do processo foi em frente à Escola Básica Municipal Eliete Pereira Melo, no Loteamento Jardim Europa. A obra é considerada estratégica para reduzir os impactos dos alagamentos e aumentar a segurança hídrica da região.

O parque será construído no Rio Camboriú, próximo ao loteamento, e deve beneficiar diretamente os dois municípios que dependem do rio. As empresas interessadas têm até 13 de outubro para apresentar as propostas e a obra deve iniciar ainda neste ano. A previsão de execução é de 31 meses.

“Vai, certamente, diminuir em 60%, 70% as inundações tanto de Camboriú, como de Balneário Camboriú. É um parque dos maiores do Brasil e moderno. Eu tenho que ser grato ao governo federal. Se o governo federal não me desse dinheiro, nós não estaríamos lançando essa obra”, afirmou o prefeito de Camboriú, Leonel Pavan.

O orçamento estimado é de R$ 95.213.261,53, sendo R$ 73.308.077,77 em recursos federais do Novo PAC, operacionalizados pela Caixa Econômica Federal, além de contrapartida do CIM-Amfri.

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A prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan, destaca que o parque inundável representa uma solução hídrica para o futuro das “Camboriú’s”. “Serão investimentos totalmente voltados para essa primeira parte, que é o dique. Eu destaquei muito sobre esse trabalho pensando nas futuras gerações. Preparar as Camboriú’s para o futuro, falando de segurança hídrica, que é o básico. A questão da água e a contenção das cheias.”

desapropriações

O valor total pode ultrapassar os R$ 100 milhões, considerando as desapropriações necessárias para a obra, que são de responsabilidade da prefeitura de Camboriú, como comenta a secretária de Planejamento do município, Marcela Eleutério.

“Nós já estudamos as áreas que vão passar o dique. Nesse momento nós vamos trabalhar somente essas quatro áreas, vamos iniciar agora a negociação com os proprietários, já temos as avaliações e entra numa etapa que é um pouco burocrática, que é a negociação, a Caixa Econômica está envolvida também”.

armazenamento de água

A proposta é criar uma grande área capaz de armazenar água e controlar a vazão do rio. Em períodos de chuva intensa, o sistema poderá segurar parte desse volume, reduzindo a quantidade de água que segue de forma rápida para as áreas mais baixas.

Já em períodos de pouca chuva, a estrutura também poderá contribuir para a reserva de água para abastecimento, depois que ela passar pelo tratamento necessário.

“Estamos deixando um legado para as próximas gerações e não se assinou apenas uma ordem de licitação. Se iniciou uma segurança hídrica para as duas cidades, uma segurança contra as inundações e hoje nasce um novo motor econômico para Camboriú”, afirma Auri Pavoni, diretor-presidente da Emasa (Empresa Municipal de Água e Saneamento de Balneário Camboriú).

O projeto prevê um dique de aproximadamente um 1,6 km de extensão e 7,6 metros de altura. Também estão previstos reservatórios, sistema de macrodrenagem, estruturas de escoamento e mecanismos de monitoramento.

A implantação do parque também prevê a desapropriação de uma área de aproximadamente 600 hectares, atualmente ocupada por arrozais.

contenção de cheias

O empreendimento foi projetado para reduzir os impactos das inundações que atingem Camboriú e Balneário Camboriú, além de ampliar a disponibilidade de água bruta para o abastecimento público.

O espaço também deverá contar com áreas voltadas ao lazer, recreação e preservação ambiental, em um modelo semelhante ao Parque Barigui, localizado na capital paranaense, Curitiba.

“A ideia é que a gente tenha áreas amplas de utilização, em dias normais, áreas de convivência, mas que em casos de emergência elas possam sofrer o alagamento e não a cidade, não os moradores, não a população. Então, a exemplo do que ocorre no Parque Barigui, é onde a gente tem uma área de urbanização e revitalização imensa que também são passíveis de inundação, que também são preparados para isso”, explica Jaylon Cordeiro, diretor-executivo do CIM-Amfri.

Vídeo: Divulgação/Emasa
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