Creche de Camboriú fica sem luz após curto-circuito; “tinha luminosidade”, justifica secretária para manutenção do atendimento

Em 01/09/2026
por Gerson Felippi

Uma funcionária do Centro de Educação Infantil Julita Pereira, em Camboriú, reclamou da manutenção do atendimento na unidade após um curto-circuito provocar a explosão da caixa de luz na manhã desta segunda-feira, 31.

Segundo o relato encaminhado à Rádio Menina, o problema ocorreu por volta das 11h e deixou a creche sem energia elétrica. A reclamação aponta ainda que, devido à falta de eletricidade, a unidade também ficou sem água, já que a bomba responsável por levar a água até a caixa não estaria funcionando.

A funcionária que fez a denúncia afirma que o atendimento foi mantido até as 19h, mesmo com bebês no local sem energia elétrica. A preocupação também envolve a proximidade da central de gás com o ponto onde ocorreu o incidente.

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Nesta terça-feira, 1º, o atendimento continuava normalmente, apesar de a Celesc ter informado que o restabelecimento da energia poderia levar pelo menos dois dias devido à gravidade do problema.

O que diz a Secretaria de Educação?

Procurada, a secretária de Educação de Camboriú, Carin Krug, afirmou que a unidade teve condições de manter o atendimento e que os reparos de responsabilidade da administração municipal já foram realizados.

“Sim, nós mantivemos o atendimento porque tinha luminosidade suficiente. Todos os reparos que precisavam ser feitos, desde a troca da caixa de entrada, tudo foi feito”, explicou.

Segundo Carin, o restabelecimento da energia dependia da Celesc. A secretária afirmou que havia cobrado novamente a empresa e que a religação estava prevista para ocorrer na tarde desta terça-feira.

A secretária também afirmou que a decisão de manter as atividades foi tomada após conversa com a gestora da unidade.

“Nós não interrompemos o atendimento porque foi feita uma conversa ali com a gestora tranquilamente. Daria para atender as crianças”, disse.

Sobre as condições no local, Carin afirmou que não houve comprometimento do atendimento pela falta de energia e que a temperatura não exigia o uso de aparelhos de ar-condicionado.

A Secretaria de Educação também sustenta que a manutenção das atividades evita impactos para as famílias que dependem do atendimento da creche.

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