Dois policiais militares de Itapema e um homem apontado pela Polícia Militar como responsável pela contratação deles foram presos na sexta-feira, 28, após uma ocorrência envolvendo a retirada forçada de moradores de um condomínio em obras, no bairro São Francisco de Assis, em Camboriú.
Conforme o registro policial, três policiais militares teriam ido até o imóvel armados para retirar moradores do local. Testemunhas relataram que portas foram arrombadas e que armas foram apontadas contra pessoas que estavam dentro das residências, entre elas um adolescente de 17 anos.
O registro policial também afirma que um documento da Prefeitura de Camboriú teria sido apresentado como se fosse uma ordem judicial para justificar a retirada dos ocupantes.
Os três militares foram detidos durante a ocorrência. Com eles, foram apreendidas três pistolas calibre 9 milímetros e munições. Um quarto envolvido, apontado como responsável por contratar os policiais, também recebeu voz de prisão após prestar depoimento. Segundo o boletim de ocorrência, ele teria participado da organização da ação e da contratação dos agentes.
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Policial de Itajaí foi solto
Entre os policiais presos, dois eram lotados em Itapema e o outro de Itajaí. Após a audiência de custódia realizada no sábado, 29, o militar de Itajaí foi colocado em liberdade.
De acordo com as informações apuradas pela reportagem do Rádio Menina, a decisão considerou que ele não teria conhecimento da finalidade da ação e teria acreditado que participaria de uma atividade regular. Os dois policiais de Itapema e o homem apontado como contratante continuam presos.
A ocorrência é investigada por suspeitas de crimes como extorsão, corrupção, constrangimento ilegal, violação de domicílio, associação criminosa e usurpação de função pública. A participação individual de cada envolvido será apurada durante o andamento da investigação.
A reportagem da Rádio Menina entrou em contato com o 31° Batalhão de Polícia Militar, sediado em Itapema, para obter mais informações referente a conduta dos policiais envolvidos no caso e que atuam no batalhão, mas até a publicação da matéria não obteve resposta, o espaço segue aberto.

