O enfrentamento à violência contra a mulher é urgente no Brasil. Neste Agosto Lilás, as forças de segurança e órgãos de proteção promovem diversas atividades voltadas à conscientização da população.
O assunto foi tema do MeninaCast desta quinta-feira, 27, apresentado por Gerson Felippi na Rádio Menina FM. O programa promoveu um bate-papo sobre os mecanismos de proteção e a violência de gênero com duas convidadas – a delegada da Polícia Civil, Ruth Henn, e a psicóloga Luciane Gobbo Brandão.
Dados alarmantes
Em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O número representa um aumento de 4,7% em relação a 2024 e de 14,5% na comparação com 2021.
Em 2026, o país registra uma pequena redução no número de feminicídios. Foram 741 mulheres mortas no primeiro semestre deste ano, 19 a menos do que no mesmo período de 2025.
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Em Santa Catarina, foram registrados 52 feminicídios em 2025, praticamente o mesmo número de 2024, quando foram contabilizados 51 casos. Em 2026, o estado registrou 28 mortes por feminicídio, um aumento em comparação com o primeiro semestre de 2025, quando foram registradas 23 mortes.
Durante o MeninaCast, foram abordados temas como os desafios no enfrentamento à violência contra a mulher, os fatores psicológicos e sociais relacionados ao comportamento violento, os sinais de alerta em relacionamentos abusivos, as dificuldades para romper o ciclo de violência, a efetividade das medidas protetivas, além dos avanços e desafios após 20 anos da Lei Maria da Penha.
A delegada Ruth atua na Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Balneário Camboriú. Luciane é docente e coordenadora do curso de Psicologia da Univali, no campus de Balneário Camboriú, e coordenadora do atendimento psicológico às vítimas de violência do programa Neavit, do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

