Um dos pontos mais visitados de Balneário Camboriú deverá passar por importantes mudanças no próximo ano. A Prefeitura de Balneário Camboriú pretende iniciar, logo após o Carnaval de 2027, uma ampla intervenção urbanística no Calçadão da Avenida Central. O anúncio foi feito pela prefeita Juliana Pavan (PSD) durante entrevista à Rádio Menina.
Segundo a prefeita, o projeto de revitalização urbanística do ‘Calçadão’ foi finalizado na segunda-feira, 17, e será apresentado aos empresários que atuam na região. A proposta deverá estabelecer novas diretrizes para a organização do espaço e também para a atuação dos estabelecimentos comerciais.
“Determinei que as obras no Calçadão iniciem logo após o Carnaval do ano que vem. Nós precisamos de uma intervenção urbanística também, como uma norma interna do Calçadão, como uma conduta, na forma, como o comércio ali atua”, afirmou Juliana Pavan.
A declaração ocorreu após questionamento sobre a segurança no Calçadão da Avenida Central, um dos principais pontos turísticos de Balneário Camboriú. A prefeita reconheceu que a região enfrenta problemas antigos e afirmou que o local precisa de ações tanto na área de segurança quanto na estrutura urbana.
“Já vem de muitos anos, essa situação, infelizmente, ali precisa realmente de um choque, tanto de ordem quanto da parte urbanística também”, disse.
Estabelecimentos foram fechados
Juliana Pavan também comentou os episódios de brigas registrados recentemente na região. De acordo com a prefeita, dois estabelecimentos foram fechados durante o fim de semana após ações da Guarda Municipal e da fiscalização, um deles no Calçadão da Avenida Central.
A prefeita citou o Decreto nº 3.160, assinado neste ano, que oferece instrumentos mais firmes para a atuação do município quando estabelecimentos desrespeitam regras e comprometem a ordem pública.
“Quem não estiver dentro da lei vai ser penalizado e vai ser fechado, ponto final, independente de quem for”, afirmou.
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Projeto será apresentado aos empresários
Com o projeto urbanístico concluído, a Prefeitura deverá reunir os empresários do Calçadão para apresentar as mudanças previstas.
A revitalização será integrada às ações de fiscalização e ordenamento que já estão sendo realizadas na região. Para a prefeita, a combinação entre uma nova organização urbanística e o cumprimento das regras pelos estabelecimentos é necessária para melhorar a segurança e a experiência de moradores e turistas em dos principais espaços de circulação da cidade.
Calçadão como “shopping a céu aberto”
O empresário Sérgio Cardoso, que atua na área de locação de imóveis comerciais em Balneário Camboriú, defende que o Calçadão da Avenida Central seja tratado como um “shopping a céu aberto”, com regras de organização, padronização das fachadas, iluminação, layout das lojas e segurança.
“Tem que se tratar isso como um shopping center e direcionar todo o trabalho de forma organizada, não só preparar após a próxima temporada, preparar agora, jogar o pessoal da segurança aqui com uma frequência maior, tem que ser uma frequência quase que direta, 24 horas”, avalia.
Segundo ele, das 53 operações existentes atualmente, apenas seis estariam adequadas ao projeto, enquanto 32 precisariam passar por adequações e outras 15 ainda não estariam de acordo. Os dados expressam o alinhamento a um conceito privado de revitalização defendido por alguns dos empresários que atuam na região.
Cardoso também defende que a Prefeitura utilize os alvarás como instrumento de organização, exigindo o cumprimento dos critérios definidos para o espaço.
“Quando um lojista está com uma fachada que não condiz com essa necessidade, com uma iluminação, com uma forma de trabalhar que não condiz, ele não deve receber o alvará, porque ele não está de acordo com o local que a Prefeitura administra. O princípio básico da administração é a organização, então tem que ter segurança, tem que ter um layout bonito de lojas, tem que ser um lugar atrativo, ainda mais num local histórico como esse”, finalizou.

