Itajaí ganhará uma nova maternidade no lugar do antigo Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC). O imóvel da Rua Érico Veríssimo, 701, foi destinado pela Prefeitura para a unidade de saúde e as obras serão iniciadas entre o final do mês de agosto e o início de setembro.
O Governo Federal anunciou um investimento total estimado em até R$ 153 milhões. Mas o Governo Municipal, através do diretor de Infraestrutura, Murilo Linhares, informou que os valores a serem investidos são de R$ 60 milhões, sendo R$ 50 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, e R$ 10 milhões além de um terreno de 12 mil metros quadrados como contrapartida do município.
Área e estrutura
A nova maternidade terá aproximadamente 8 mil metros quadrados de área construída, segundo Murilo Linhares. Ao todo serão 110 leitos, com centro cirúrgico e UTI Neonatal.
A unidade também terá uma casa de parto anexa à maternidade. O projeto ainda não está finalizado, mas a previsão é de a previsão é de cinco a seis leitos para parto humanizado, conforme detalhou a secretária municipal de Saúde, Mylene Lavado.
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Capacidade de atendimento
De acordo com a secretária, a maternidade deverá realizar entre 300 e 500 partos por mês, já projetando o crescimento populacional dos próximos dez anos.
“A intenção é ficar com uma maternidade de baixo risco e o Hospital Marieta Konder Bornhausen ficar com alta e altíssimo risco”, explica Mylene.
Custos
A secretária projeta que o custo mensal de funcionamento da maternidade será de cerca de R$ 9 milhões, já considerando o volume de partos mensais. O valor inclui todos os insumos: luz, água, esgoto, profissionais e medicamentos.
Segundo a Prefeitura, a mobilização para as obras vai iniciar ainda neste mês. De acordo com Linhares, a previsão é de que a construção seja concluída em 24 meses.
Governo Federal ameaça transferir recurso e Prefeitura rebate
A assinatura da Ordem de Serviço para dar continuidade à construção da nova maternidade, realizada em 27 de junho, no auditório do Porto de Itajaí, chegou a causar uma troca de acusações entre representantes do Governo Federal e da Prefeitura de Itajaí.
Tendo impasses como a ausência do prefeito Robison Coelho (PL) e da secretária municipal de saúde, Doutora Mylene Lavado na entrevista coletiva. Por conta disso, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, considerou a reunião apenas como um ato de efeito simbólico.
À época, Massuda relatou que o governo federal garantiu os recursos para Santa Catarina. O secretário disse que o compromisso do Governo Federal é com a população, e não com as prefeituras. Ele também afirmou que se Itajaí desistisse dos recursos, o dinheiro seria repassado para outro município do Vale do Itajaí.
De acordo com a prefeitura, quem representou Itajaí naquela ocasião foi o diretor-executivo da Saúde, Leandro Pacheco. Ele participou do evento e foi mencionado, mas ficou de fora da assinatura simbólica da Ordem de Serviço. Naquele momento, a gestão municipal também negou qualquer possibilidade de perda dos recursos.
A Prefeitura afirmou que as negociações para a chegada da maternidade começaram em 2024, por meio do vereador Bruno da Saúde.
Matéria por: Damy Fernandes – estagiária de Jornalismo (sob supervisão)

