Balneário Camboriú está ampliando o sistema de videomonitoramento e já incorporou mais de 300 câmeras ao conjunto de equipamentos aos quais a Prefeitura tem acesso por meio de parcerias. A informação foi dada pelo secretário de Segurança Pública do município, Coronel Araújo Gomes, em entrevista à Rádio Menina.
A ampliação faz parte de uma estratégia que envolve poder público, empresas, associações e moradores. Para Araújo Gomes, a segurança deve ser tratada como uma responsabilidade compartilhada, e não apenas como uma atribuição das forças policiais.
“Não é terceirização. É um conceito de coparticipação”, explicou o secretário.
Segundo ele, Balneário Camboriú já vem ampliando a estrutura própria de monitoramento e também estabelecendo parcerias para aumentar a quantidade de imagens disponíveis para auxiliar na prevenção e na investigação de crimes.
Somente neste ano, mais de 300 câmeras passaram a fazer parte do conjunto de equipamentos aos quais a Prefeitura tem acesso. Os equipamentos não são necessariamente monitorados em tempo integral, mas as imagens podem ser consultadas quando ocorre um crime, caso de vandalismo ou outra ocorrência.
A Central de Segurança foi revitalizada para ampliar a capacidade de receber, armazenar e trabalhar com as imagens. O investimento, segundo o secretário, foi de quase R$ 1 milhão. Além disso, o município passou a ter acesso a recursos relacionados ao projeto Alerta Brasil, ampliando a possibilidade de identificação de veículos por meio da leitura de placas.
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Praias Agrestes terão rede de monitoramento
Um dos projetos em implantação envolve a região das Praias Agrestes. O sistema prevê equipamentos na região da Interpraias, nas praias do Estaleirinho, Estaleiro, Taquaras, Laranjeiras e do Pinho.
O Estaleirinho terá 25 câmeras, sendo duas com reconhecimento facial e uma com leitura de placas. No Estaleiro, serão 35 equipamentos. Em Taquaras, estão previstos 22 equipamentos. Laranjeiras terá 15 câmeras, incluindo seis com reconhecimento facial. Já na Praia do Pinho, serão três câmeras.
A instalação começou em março, mas a integração dos equipamentos ao sistema municipal ainda está sendo estruturada. A Associação de Proprietários de Laranjeiras é uma das responsáveis pelo projeto, inclusive arcando com os custos da compra e instalação de parte do equipamento.
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Integração ainda está sendo regulamentada
De acordo com Araújo Gomes, a Prefeitura está construindo o instrumento jurídico que permitirá o compartilhamento das imagens entre os responsáveis pelos equipamentos e a estrutura de segurança pública. A preocupação envolve principalmente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a utilização das imagens como prova em investigações e processos judiciais.
“Se uma câmera que eu vou chamar de ilegal, cujo compartilhamento não está bem regulamentado, bem construído, presencia um crime e essa imagem é usada no processo, pode ser que a gente tenha problema no processo, na origem da prova, porque quem compartilhou a prova não era legítimo para ter aquela informação pela LGPD”, observou.
O município também está ampliando a utilização de tecnologias como reconhecimento facial e leitura automática de placas. Serão adquiridas câmeras destinadas a unidades de ensino, saúde e outros prédios públicos, além de totens e novos pontos de monitoramento de veículos e pessoas.
Com a expansão da rede, o secretário afirma que Balneário Camboriú poderá se tornar uma das cidades mais monitoradas do Brasil.
“Nós teremos, num futuro bem próximo, Balneário Camboriú como uma das cidades mais monitoradas no Brasil. Nós temos facilidades, o nosso município é territorialmente pequeno, uma densidade demográfica grande, com base na verticalização, então as pessoas estão concentradas numa área pequena”, destacou.
Pequenos comerciantes também podem contribuir
O secretário também explicou como comerciantes e moradores podem colaborar com a segurança mesmo sem fazer parte, neste momento, de um sistema integrado à Secretaria de Segurança.
A primeira orientação é reforçar a segurança dos próprios imóveis, com portas, janelas, fechaduras e alarmes adequados. No caso das câmeras, Araújo Gomes recomenda que os responsáveis tenham condições de disponibilizar rapidamente as imagens às forças de segurança.
Segundo ele, não é raro que policiais cheguem ao local de um furto e encontrem câmeras que registraram o crime, mas dependam de horas ou até do dia seguinte para ter acesso às imagens. Essa demora pode fazer diferença para a localização de um suspeito, principalmente quando o crime acabou de acontecer.
Assista a entrevista completa:

