A obra de desassoreamento do Rio das Ostras, em Balneário Camboriú, recebeu um investimento de R$ 2,44 milhões e deve ter a dragagem iniciada entre 20 e 30 dias após a assinatura da ordem de serviço, marcada para a próxima terça-feira, 28. A intervenção, aguardada há anos pelos moradores da Região Sul, pretende ampliar a capacidade de escoamento do rio e reduzir os alagamentos nos bairros Barra e São Judas Tadeu.
Os contratos para a execução da obra e do acompanhamento ambiental foram assinados na quinta-feira, 23. Antes do início da dragagem, as empresas responsáveis iniciarão a implantação do canteiro de obras e os programas ambientais exigidos pelo licenciamento, etapa obrigatória para que a draga possa ser posicionada no local.
Após a emissão da ordem de serviço, as empresas responsáveis iniciarão a instalação do canteiro de obras e os programas ambientais exigidos pelo licenciamento. Somente depois dessa fase a draga poderá ser levada ao local, procedimento previsto para ocorrer entre 20 e 30 dias após o início das ações ambientais.
Em entrevista à Rádio Menina, a prefeita Juliana Pavan explicou que esse intervalo é uma exigência dos órgãos ambientais. “Por determinação dos órgãos de controle ambiental, a draga só pode ser posicionada no local após o início das ações ambientais e esse período está em torno de 20 a 30 dias. Por isso nós precisamos dar a ordem de serviço o quanto antes”, explicou.
Leia também no Portal Menina:
A intervenção será realizada em um trecho de 825 metros do Rio das Ostras, entre as pontes das ruas Adaci Santos Gomes e Emanoel Rebelo dos Santos. A estimativa é retirar mais de 5,7 mil metros cúbicos de sedimentos para ampliar a capacidade de escoamento do rio e reduzir os riscos de alagamentos nos bairros Barra e São Judas Tadeu.
- Homem desaparecido desde 14 de julho é encontrado morto em rio de Navegantes
- Motociclista morre após cair da moto e ser atropelada na BR-101, em Penha
- Defesa Civil de Balneário Camboriú treina equipes para resgates durante enchentes
Além da execução da obra, o contrato prevê monitoramento ambiental durante cinco anos após a conclusão da dragagem. Segundo a prefeita, o processo envolve uma série de etapas técnicas e legais que precisaram ser concluídas antes do início da intervenção.
“Essa é uma obra pública e ela exige planejamento, projeto, licitação e segurança jurídica. O nosso compromisso sempre foi fazer as coisas da forma correta para que a obra realmente pudesse acontecer e tenha começo, meio e fim. E, mais do que isso, qualidade na sua execução”, destacou a prefeita.
A reunião da próxima terça-feira também servirá para apresentar o cronograma da obra aos moradores da região.
A prefeita também afirmou que o desassoreamento integra um conjunto de ações preventivas desenvolvidas pelo município para reduzir os impactos de eventos climáticos extremos e adiantou que outras intervenções em drenagem, rios e áreas de risco devem ser anunciadas nos próximos dias.

