O filho acusado de planejar e executar o assassinato da mãe e do padrasto, em novembro de 2024, no bairro Espinheiros, em Itajaí, foi condenado a 61 anos e 10 meses de prisão. O cunhado dele, que também participou do crime, recebeu pena de 44 anos e 4 meses de prisão, além de 6 meses de detenção e 20 dias-multa, em regime inicial fechado.
O filho da vítima responderá pelos crimes de homicídio qualificado, feminicídio majorado e fraude processual. Já o cunhado foi condenado pelos mesmos crimes, mas com uma pena menor.
As vítimas, Susimara Gonçalves de Souza, de 42 anos, e Pedro Ramiro de Souza, de 47 anos, foram mortas por asfixia e encontradas amordaçadas. De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, o crime envolveu planejamento prévio, emboscada e simulação de furto.
Durante a sessão de julgamento, quatro testemunhas foram ouvidas, além dos interrogatórios dos réus e dos debates entre acusação e defesa. Durante os debates, o Ministério Público defendeu que os dois acusados agiram juntos na execução dos crimes. Segundo a acusação, houve planejamento, e o objetivo era obter vantagem com a herança da família. O casal possuía uma casa, carros e era proprietário de uma loja de decorações na cidade.
Relembre o caso
Os crimes ocorreram na noite de 23 de novembro de 2024. Segundo a denúncia, o filho da mulher e enteado da outra vítima, juntamente com o cunhado, invadiu a residência do casal por volta das 22h20 e permaneceu escondido no imóvel por mais de duas horas, aguardando a chegada das vítimas.
Após a chegada do casal, os dois teriam sido mortos por asfixia. Em seguida, celulares e alianças foram levados, e a cena do crime foi alterada para simular um assalto. A acusação apontou que o filho teria planejado os homicídios e prometido cerca de R$ 10 mil ao cunhado para que participasse da execução.
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Os dois réus já estavam presos preventivamente durante a tramitação do processo. Ao final da sessão, a Justiça manteve a prisão preventiva de ambos e negou o direito de recorrerem em liberdade.
Investigação da Polícia Civil
Um dos detalhes apurados durante a investigação que chamou a atenção da Polícia Civil foi o fato de parte do patrimônio do casal estar registrada em nome de outros familiares.
Na época, o delegado Roney Gonçalves Alves, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Itajaí, informou que familiares relataram haver uma desconfiança do padrasto em relação ao enteado. Segundo os depoimentos, ele acreditava que o jovem ainda não tinha experiência suficiente para administrar a empresa da família.
Ainda conforme a investigação, essa situação teria levado o réu a deixar o negócio da família e passar a trabalhar como motoboy por aplicativo. Os familiares também relataram que os dois mantinham uma relação próxima e que o enteado costumava chamar o padrasto de pai.

