Entre bandeiras, pintura na rua e muita esperança: moradores de Itajaí sonham com o hexa

Em 12/06/2026
por Moisés Stuker

A Copa do Mundo começou e, em alguns bairros de Itajaí, a torcida já entrou em campo. Casas decoradas, bandeiras espalhadas pelas janelas e até ruas pintadas mostram que, para muitos moradores, o sonho de ver o Brasil campeão continua mais vivo do que nunca.

No bairro São João, a casa da dona de casa Raquel Makowiecki virou praticamente um ponto de encontro da torcida verde e amarela. No sofá, nas paredes, na mesa de centro e até no teto, as cores da Seleção Brasileira tomam conta dos ambientes. Uma tradição que ela faz questão de manter a cada quatro anos. “É bonito, a gente é brasileira e tem orgulho de ser brasileiro. Nos dias de jogo dá uma felicidade diferente”, conta.

A decoração já virou uma marca da família. Enquanto Raquel cuida dos detalhes nos móveis e nos ambientes internos, o marido fica responsável pelas partes mais altas da casa, instalando bandeiras e enfeites. O resultado chama a atenção de quem passa pela rua e desperta a curiosidade dos vizinhos.

Mas o clima de Copa não para por aí

No bairro Fazenda, a paixão pelo futebol ultrapassou os muros das casas e ganhou espaço no asfalto. Na Rua Marciano Marquetti, moradores se reuniram para transformar a via em uma verdadeira homenagem à Seleção Brasileira. A pintura traz símbolos que fazem parte da história do futebol nacional, como a bandeira do Brasil, a bola e a tão sonhada taça do Mundial.

    A iniciativa foi liderada por Liesley Fernanda e familiares. Nascida e criada na região, ela ajudou a organizar a decoração que agora colore a rua e reforça o espírito de união entre os moradores.

    Mais do que tinta no chão ou bandeiras penduradas, a decoração representa esperança. Afinal, já são 24 anos sem um título mundial da Seleção Brasileira. Tempo suficiente para aumentar a saudade dos torcedores e fortalecer a expectativa de voltar a comemorar uma conquista. Na casa de Raquel, a confiança continua intacta. Apesar das lembranças amargas, como o histórico 7 a 1 sofrido contra a Alemanha, ela acredita que chegou a hora de mudar a história “Tem que dar certo. Faz tempo que a gente não vê o Brasil ganhar e levantar uma taça”, afirma.

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