Após um projeto piloto bem-sucedido, Balneário Camboriú pretende ampliar a oferta de exames laboratoriais realizados na residência de pacientes acamados. A tecnologia Point-of-Care-Test (PoCT), testada desde março, já beneficiou 102 pessoas e reduziu significativamente o tempo entre a coleta do material, a emissão dos resultados e o diagnóstico.
Enquanto exames laboratoriais convencionais podiam levar de 30 a 60 dias para gerar uma resposta, o novo sistema permite resultados praticamente imediatos, agilizando o diagnóstico e a definição do tratamento. O ganho de tempo é fundamental para evitar complicações em pacientes com quadros clínicos mais delicados.
A próxima etapa prevê o lançamento de uma licitação para ampliar a disponibilidade de equipamentos e insumos. Além disso, as equipes de Saúde da Família das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) passarão por capacitações contínuas para utilização da tecnologia.
Na fase piloto, foram atendidos pacientes com dificuldade de locomoção, idosos, pessoas com doenças crônicas e cidadãos em situação de vulnerabilidade. Além de eliminar a necessidade de deslocamentos e reduzir filas, o modelo proporciona diagnósticos mais rápidos, auxiliando na tomada de decisões pelos profissionais de saúde.
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A diretora de Planejamento em Saúde e autora do projeto, Alessandra Kaestner Enríquez, destaca que a iniciativa também contribuiu para aumentar a adesão dos pacientes aos tratamentos prescritos e fortalecer a confiança na equipe de saúde.
Tecnologia Point-of-Care-Test
O sistema Point-of-Care-Test permite que as amostras sejam analisadas no próprio local da coleta, ou seja, na casa do paciente. O procedimento é acompanhado pelas equipes da Atenção Primária à Saúde e, após o processamento digital dos dados, o diagnóstico é validado remotamente por profissionais especializados.
O serviço é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Balneário Camboriú. A tecnologia combina telediagnóstico e Inteligência Artificial (IA), aumentando a precisão e a segurança dos resultados.
Segundo a Secretaria de Saúde, os equipamentos utilizados no projeto piloto foram cedidos pelo médico Carlos Ballarati, PhD em Patologia pela Universidade de São Paulo (USP) e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML).

