A Polícia Federal deflagrou na manhã nesta terça-feira, 2, a Operação BENAIA, que investiga um suposto esquema milionário de corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo um servidor público federal que atuou como chefe da Receita Federal em Itajaí. Estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão no município de Itajaí, além de outros mandados em cidades de São Paulo.
Segundo as investigações, o principal suspeito teria recebido pelo menos R$ 2 milhões de forma indevida para favorecer empresários em processos alfandegários na região aduaneira de Itajaí. Além disso, ele também é investigado por supostamente tentar criar mecanismos logísticos a pedido dos empresários beneficiados.
Durante a operação, policiais federais cumpriram 24 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e São Paulo. Também foi determinado pela Justiça o afastamento do investigado de suas funções públicas.
Leia também no Portal Menina:
- Bar é interditado por 72h após tentativa de homicídio em Balneário Camboriú; disparo atingiu celular da vítima
- Operação da Vigilância Sanitária apreende carnes, bebidas irregulares e produtos contrabandeados em Itajaí
- Oftalmologista alerta que hábito aparentemente inofensivo pode prejudicar a córnea; saiba qual
De acordo com a Polícia Federal, o servidor utilizava a influência do cargo para facilitar processos relacionados ao comércio exterior. Com o avanço das investigações, os agentes identificaram ainda que ele mantinha empresas registradas em nome de familiares, que teriam sido utilizadas para ocultar a origem dos recursos recebidos ilegalmente e dar aparência de legalidade aos valores.
As buscas ocorreram em diversos endereços ligados aos investigados. Em Santa Catarina, foram cumpridos três mandados em Itajaí. Já em São Paulo, as ações ocorreram nos municípios de Guarulhos, São Paulo, Santana de Parnaíba, Barueri, Paulínia, Valinhos, Hortolândia e Campinas.
A Justiça também autorizou a participação da Receita Federal em parte das diligências realizadas pela Polícia Federal.
Segundo a corporação, a análise dos materiais apreendidos deverá auxiliar na identificação de novos envolvidos, além de apontar possíveis crimes adicionais relacionados ao esquema investigado.

