“Infelizmente, não é tão rápido como a gente gostaria”, destaca diretora de equipe do Hospital Ruth Cardoso sobre obras na unidade

Em 28/04/2026
por Camili Guckert

Representantes da Organização Social Viva Rio, gestora do Hospital Regional Ruth Cardoso (HRRC), detalharam melhorias nos atendimentos aos pacientes ao longo dos quase cinco meses à frente da unidade. Participaram de entrevista no programa Bote a Boca no Trombone, nesta terça-feira, 28, o diretor-geral, João Franco, e a diretora da equipe multiprofissional, Tatiana Maia.

Entre os avanços internos, foi destacado a criação do Núcleo de Educação Permanente, voltado ao alinhamento de processos e fluxos do hospital, com foco na qualidade assistencial.

Os principais investimentos na unidade devem ser percebidos no segundo semestre, com reformas no Ala Neonatal, na Maternidade, no Centro Obstétrico e no Centro Cirúrgico. Em relação às melhorias já realizadas, João Franco afirmou que parte delas já foi executada.

Além disso, também há melhorias nos sistemas de ar-condicionado. Segundo o diretor, havia leitos interditados por falta de climatização. Agora, os investimentos avançam para áreas externas do hospital, incluindo o telhado.

A diretora da equipe multiprofissional, Tatiana Maia, ressaltou que uma das dificuldades para acelerar as obras é a necessidade de planejamento, já que os atendimentos não podem ser interrompidos.

Reclamações de pacientes

Uma das reclamações frequentes relacionadas aos atendimentos no Ruth Cardoso envolve o tempo de espera e a falta de informação em alguns casos. Para melhorar esse fluxo, o hospital passou a contar com um profissional identificado com o colete “Posso Ajudar?”, que atua como elo entre a equipe assistencial, médicos, pacientes e familiares.

Atualmente, esse profissional já está presente no pronto-socorro. Segundo o diretor, há situações em que o paciente já foi atendido, mas aguarda exames ou retorno médico, o que pode gerar demora sem a devida comunicação.

A chamada sala de decisões médicas deve auxiliar os profissionais na definição de condutas, como internação ou alta, além de contribuir para a redução do tempo de espera e melhoria na comunicação com pacientes e familiares.

Assista a entrevista completa:

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