Moradores de Balneário Camboriú voltaram a relatar forte mau cheiro vindo do Rio Camboriú, especialmente em trechos próximos à região da Avenida Normando Tedesco. A solução definitiva para esse problema que há anos tem gerado reclamações das pessoas que residem e transitam pela região ainda parece estar distante.
Segundo o diretor-geral da EMASA, Auri Pavoni, o odor está diretamente ligado às características naturais da área e ao acúmulo de matéria orgânica ao longo dos anos. O local é uma região de mangue, com pouca circulação de água, o que favorece a presença de lodo no fundo do rio.
“Em dias mais quentes, com a variação da maré, o lodo fica exposto, não tem oxigênio, a gente tem uma geração anaeróbica, libera o ácido nítrico que dá o cheiro de ovo podre”, explicou.
Além disso, o diretor destacou que o rio ainda recebe carga de matéria orgânica acima do ideal, tanto em períodos de chuva quanto por conta de áreas que ainda não possuem 100% de tratamento de esgoto, como é o caso da cidade vizinha Camboriú.
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Possíveis soluções (sem prazo definido)
Ainda de acordo com Pavoni, a EMASA estuda alternativas para minimizar o problema, mas admite que não há solução rápida. Entre as possibilidades estão:
- Redução da carga de matéria orgânica no rio
- Instalação de aeradores mecânicos para aumentar o oxigênio na água
- Dragagem do fundo do rio (considerada a solução mais eficaz)
Ele explicou que a dragagem depende de um processo complexo, que envolve licenciamento ambiental e autorização de órgãos como a Marinha e a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), o que pode levar tempo.
Situação ainda deve persistir
Sem prazo definido para uma solução definitiva, a tendência é que o problema continue sendo percebido em determinados horários e condições climáticas.
“Para nós é um pouco frustrante dizer que não tem o que fazer, ou que vai demorar, mas nós somos sujeitos a todo o arcabouço legal e a gente tem que, nós temos que seguir a regra, sob pena de nós também sermos penalizados. Eu me coloco no lugar dessas pessoas, quem mora ali perto não é fácil”, afirmou o diretor.
Em nota a Emasa afirmou que está buscando o auxílio de profissionais especializados para elaborar um termo de referência, para contratar uma empresa que possa apontar as melhores soluções para o enfrentamento do mau odor na área de mangue às margens do rio Camboriú
“A situação do Rio Camboriú é prioridade para a Emasa, que segue trabalhando com responsabilidade técnica e compromisso na busca por soluções efetivas para um problema histórico da região”, cita o trecho final da nota.

