O prédio que afundou na Rua Almirante Barroso, no Centro de Itajaí, continua apresentando estalos, e o risco de desabamento é iminente. Equipes da Defesa Civil acompanham a situação desde os primeiros momentos, quando foi necessária a retirada dos moradores do local. Ao todo, 65 pessoas residem no edifício Irajá. Dos 16 apartamentos, 15 estavam ocupados por famílias.
O prédio afundou mais de 30 centímetros por volta das 21h30 de quarta-feira, 15, assustando os moradores, que precisaram deixar o local às pressas. Conforme relatos, foram ouvidos barulhos na estrutura e, em seguida, os moradores começaram a evacuar o prédio.
Um topógrafo e o coordenador de engenharia da Univali chegaram ao local por volta das 8h20 para uma nova avaliação da estrutura. A reportagem da Rádio Menina esteve no local e conversou com moradores que foram surpreendidos pela situação.
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Uma das moradoras informou que estava trabalhando no momento em que recebeu a notícia do que ocorria no edifício. Segundo o relato, ela saiu correndo do trabalho após receber uma ligação informando sobre a situação.
“Minha família me ligou dizendo que o prédio estava desabando. Eles saíram correndo com a cachorrinha e os outros moradores e, nisso, a escada desabou. Eu abandonei o emprego e vim correndo”, relatou.
Ela também detalhou que a família está abrigada pelo município na Casa de Apoio, no bairro São João, e explicou que ninguém sabe o que fazer, enquanto aguardam as avaliações para buscar seus direitos diante da situação. “Como a gente faz? Fica num abrigo que, graças a Deus, teve, mas não é um lugar ideal. A gente trabalha duro para conseguir as nossas coisas, e o que vamos fazer agora? O aluguel já foi pago, e o que a gente faz?”, questionou.
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Assista o momento da entrevista de uma das moradoras:
O edifício pertence a dois proprietários e os apartamentos eram alugados e administrados por duas imobiliárias. Até o momento, não há informações sobre quais medidas serão adotadas no local.
Os moradores seguem sem acesso aos pertences, já que o prédio permanece interditado.
O vice-prefeito de Itajaí, Rubens Angioletti, também esteve no local e destacou que haverá uma reunião na prefeitura para avaliar as possibilidades de apoio às famílias desabrigadas.
“Nós vamos nos reunir hoje na prefeitura para ver de que forma podemos ajudar, porque o município também tem limites legais. Mas, diante de um caso dessa gravidade, as pessoas não podem ficar na rua. Então, dentro do que a lei permitir, o município fará”, afirmou o vice-prefeito.
Assista a entrevista do vice-prefeito de Itajaí, Rubens Angioletti:

