Até R$ 600 mil: entenda como o novo teto do Minha Casa, Minha Vida amplia o acesso à casa própria

Em 15/04/2026
por Daiane Valentin

As novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida aumentaram o limite de renda das famílias e o valor máximo dos imóveis que serão financiados dentro de cada faixa. As mudanças vão permitir a compra de residências maiores e com melhor localização a juros mais baixos que o do mercado.

As alterações foram anunciadas em março e estão publicadas no Diário Oficial da União (DOU). A previsão é que as medidas comecem a ser colocadas em prática até o final de abril pela Caixa Econômica Federal.

Os novos valores estipulados vão favorecer principalmente a classe média, que enfrentava juros altos nos financiamentos e limitação ao acesso ao Minha Casa, Minha Vida por causa da renda. 

De acordo com o Governo Federal, as taxas mais baixas vão beneficiar cerca de 87,5 mil famílias brasileiras. Com a atualização, aproximadamente 31,3 mil famílias serão incluídas na faixa 3 do programa, e outras 8,2 mil famílias da classe média terão acesso pela faixa 4.

Mudanças do teto de renda

  • Faixa 1: de R$ 2.850 para até R$ 3.200
  • Faixa 2: de R$ 4.700 para até R$ 5.000
  • Faixa 3: de R$ 8.600 para até R$ 9.600
  • Faixa 4: de R$ 12.000 para até R$ 13.000

Valores máximos dos imóveis financiados

  • Faixas 1 e 2: de R$ 210 mil a R$ 275 mil, dependendo da localidade
  • Faixa 3: de até R$ 350 mil para até R$ 400 mil
  • Faixa 4: de até R$ 500 mil para até R$ 600 mil

Como vão funcionar os juros?

Os juros de financiamentos do programa aumentam progressivamente de acordo com o valor da renda. Assim, famílias próximas do valor máximo serão beneficiadas com juros menores.

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