Indígenas são flagrados dormindo na Avenida Central e afirmam não ter como voltar às aldeias

Em 06/04/2026
por Camili Guckert

Uma imagem chocante foi registrada pela ouvinte Tatiana Ferraz na madrugada de sábado, 4, na Avenida Central, em Balneário Camboriú. As imagens mostram indígenas deitados em frente a um estabelecimento, dormindo por volta das 5h30. O comércio fica localizado em frente ao Teatro Bruno Nitz.

A ouvinte relatou que mora há mais de 10 anos na cidade e nunca havia presenciado uma situação como essa. Ela ressaltou que no local havia mulheres indígenas com crianças, que permanecem ali para pedir dinheiro. “Os índios não ficam ali, estão no hotel ou dentro do carro”, relatou a ouvinte.

O diretor da Abordagem Social, Amarildo Sartor, informou que é um problema que vem sendo registrado nos últimos 15 dias, mas que já se estendia ao longo do verão, embora com uma quantidade menor de pessoas.

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Assim como apontado pela ouvinte, o diretor confirmou que a maioria dessas pessoas em situação de rua são mulheres com crianças. “Eu já até conversei com o Conselho Tutelar também sobre essa situação, até porque essas crianças têm que estar na escola, né? Não é porque são índios que eles podem vim aqui e ficar na rua”

Segundo ele, anteriormente o grupo ficava instalado em frente ao Teatro Municipal Bruno Nitz, porém foi orientado a não permanecer no local nem nas calçadas com as crianças, sob risco de acionamento do Conselho Tutelar.

“Só que o que que acontece? Eles não respeitam. As pessoas trazem eles de lá da aldeia para fazer venda, né? Então eles ficam vendendo durante o dia e aí à noite eles, pelo correto, eles teriam que arrumar uma casa, foi o que eu falei para eles, eles deveriam arrumar um local para eles ficarem com as crianças. Mas esse é um dos problemas”, afirmou Sartor.

Vídeo: Tatiana Ferraz

Ainda de acordo com o diretor, quando são abordados, dizem que não têm como retornar para suas aldeias e, por isso, esperam conseguir a passagem de volta. “Isso é uma forma que eles fazem, para poder ganhar, para a gente poder levar. Eu vou ver isso hoje à noite, provavelmente na madrugada, a gente vai encontrar eles. É o que eu vou ter que fazer, é botar tudo dentro da van e levar”.

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