Em menos de dois meses após a inauguração do Centro Educacional Municipal (CEM) Luciana Piccoli, a empresa responsável pelo elevador foi notificada para reparar o equipamento, que está sem funcionar. De acordo com a secretária de Educação de Camboriú, Carin Krug, o projeto da unidade escolar foi iniciado na gestão passada e não previa rampas de acessibilidade.
O CEM é localizado no bairro Conde Vila Verde e foi entregue à comunidade no dia 18 de fevereiro deste ano. O questionamento sobre a acessibilidade do prédio surgiu na manhã desta segunda-feira, 30, durante o programa Bote a Boca no Trombone da Menina FM.
Um ouvinte encaminhou, em anonimato, um vídeo mostrando uma senhora segurando uma criança no colo e subindo as escadas para buscar um dos alunos. “E se tem um cadeirante, como sobe para a sala?”, indagou.
Segundo o relato, há salas de aula no terceiro andar e com o elevador estragado, a única alternativa é a escada. “Inaugurar uma escola onde não tem um pátio para as crianças brincarem, uma escola onde a acessibilidade é horrível. Por que eu falo isso? Porque não tem uma rampa. Tem um elevador que está estragado”, afirma o ouvinte, que preferiu não se identificar.
Outro ponto é que as escadas são estreitas, o que dificulta a passagem em horários que os pais vão buscar as crianças nas salas de aula. Em resposta, a secretária de Educação informou que o projeto da escola foi iniciado na gestão anterior e não foram planejadas rampas no prédio.
“Tem elevador, já notificamos a empresa para fazer o reparo. Vou reformar o prédio ao lado, então consigo inserir a rampa, para que na falta de energia ou manutenção do elevador, as pessoas não sofram”, afirmou Carin.
O que chama atenção é que o CEM recebeu investimentos de mais de R$ 4 milhões e foi anunciado como tendo “estrutura moderna e funcional” dentro dos parâmetros técnicos exigidos. A empresária Luciana de Sousa Branco Piccoli, que deu o nome à unidade, era pessoa com deficiência e lutava por inclusão e acessibilidade.
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Conforme a prefeitura, a escola começou a funcionar com 350 alunos matriculados nos períodos matutino e vespertino. No entanto, o local dispõe de apenas um elevador que, segundo o relato do ouvinte, tem capacidade para apenas quatro pessoas por vez.
Falta de vigia e de professores
O ouvinte da Rádio Menina também relatou que não há vigia no Centro Educacional e que a unidade está passando por falta de professores, assim como em outras escolas de Camboriú.
Segundo a secretária de Educação, há “faltas pontuais” de profissionais nas unidades. Ela esclareceu que tanto professores quanto vigias foram convocados por meio do último concurso realizado e tem um prazo para apresentar os documentos à prefeitura.
“Chamamos e aguardamos a apresentação da documentação. Esse período que está em falta, os alunos não serão prejudicados. Os professores farão intensivo, os supervisores já estão orientados para que esse conteúdo seja recuperado. Estamos preocupados, sim, em garantir o melhor para os nossos estudantes”, afirmou Carin.

