Operação apura desvio de recursos da saúde e cumpre mandado em Balneário Camboriú

Em 18/03/2026
por Jornalismo Menina

Uma operação que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos foi deflagrada na manhã desta quarta-feira, 18, e teve desdobramento em Balneário Camboriú.

A ação faz parte da Operação Gollum II, conduzida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, com apoio do Ministério Público de Santa Catarina, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO).

Durante a operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela 2ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro de Porto Alegre.

As investigações apuram um esquema envolvendo recursos do governo gaúcho e do IPE Saúde, destinados a tratamentos médicos domiciliares, conhecidos como home care, geralmente obtidos por meio de decisões judiciais.

Leia também: Pedestre é atropelado por picape e encaminhado à UPA em Balneário Camboriú

    De acordo com o Ministério Público, a apuração teve início após a Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Sul identificar ordens judiciais que somavam cerca de R$ 35 milhões para a contratação desse tipo de serviço.

    Na fase anterior da operação, foram identificados proprietários de empresas de home care, além de familiares de pacientes que recebiam o atendimento. O grupo também mantinha ligação com um escritório de advocacia responsável por atuar nas ações judiciais e auxiliar na elaboração de prestações de contas consideradas irregulares.

    Entre as irregularidades apontadas estão indícios de sobrepreço, uso de notas fiscais falsas, inconsistências documentais e falhas na comprovação dos serviços prestados.

    Segundo o Ministério Público, os investigados atuavam de forma articulada em diferentes frentes, envolvendo familiares, prestadores de serviço, advogados e colaboradores. Eles podem responder por crimes como organização criminosa, estelionato qualificado e falsidade ideológica.

    A investigação segue em sigilo, e novas informações devem ser divulgadas conforme o andamento do processo.

    Matéria por: Manuela Córdova – estagiária de Jornalismo

    LEIA MAIS NO PORTAL MENINA