Piso regional de Santa Catarina é reajustado e aguarda aprovação legislativa; valores chegam a R$ 2.106

Em 02/03/2026
por Érica Guckert

O salário mínimo regional de Santa Catarina foi reajustado em 6,49% para 2026. O novo piso, definido em consenso entre representantes de empregadores e trabalhadores, passa a variar entre R$ 1.842 e R$ 2.106 nas quatro faixas existentes no Estado.

Com o aumento, a primeira faixa será de R$ 1.842; a segunda, de R$ 1.908; a terceira, de R$ 2.022; e a quarta, de R$ 2.106. A proposta ainda será encaminhada ao Governo do Estado, que deve enviar um projeto de lei à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) para oficialização dos novos valores.

O piso regional é aplicado aos trabalhadores que não possuem salário definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo. Santa Catarina é um dos poucos estados que adotam o modelo e o único em que o reajuste ocorre por meio de negociação direta entre entidades patronais e representantes dos trabalhadores.

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O salário mínimo regional foi instituído pela Lei Complementar 459, de 2009, e passou a vigorar a partir de 2010. Desde então, os valores são definidos anualmente por meio de acordo entre as partes e servem de base para o projeto encaminhado ao Legislativo.

Como ficam as faixas

Primeira faixa – R$ 1.842
Abrange trabalhadores da agricultura e pecuária, indústrias extrativas e da construção civil, pesca e aquicultura, empregados domésticos, estabelecimentos hípicos e motociclistas do transporte em geral (exceto motoristas).

Segunda faixa – R$ 1.908
Inclui setores como vestuário e calçados, fiação e tecelagem, artefatos de couro, papel e papelão, mobiliário, além de empregados em empresas de comunicação e telemarketing.

Terceira faixa – R$ 2.022
Contempla trabalhadores das indústrias químicas e farmacêuticas, alimentícias e cinematográficas, além de empregados do comércio em geral.

Quarta faixa – R$ 2.106
Abrange profissionais das indústrias metalúrgicas, mecânicas e elétricas, gráficas, de vidro e cerâmica, além de empregados em condomínios, seguros, processamento de dados, estabelecimentos de ensino, serviços de saúde e motoristas do transporte em geral.

O reajuste passa a valer após aprovação do projeto de lei pela Alesc e sanção do governo estadual.

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