Ministério Público denuncia e pede júri popular para motorista acusada de matar empresária em Balneário Camboriú

Em 03/02/2026
por Jornalismo Menina

A madrugada de 15 de dezembro terminou de forma trágica na Avenida Normando Tedesco, na Barra Sul de Balneário Camboriú. A empresária Aline Cristina Dalmolin, de 40 anos, morreu após um grave acidente de trânsito envolvendo um veículo de luxo conduzido por uma motorista embriagada.

Aline era passageira de um Porsche Macan que, por volta das 3h15, saiu da pista e colidiu violentamente contra um poste de energia e, na sequência, contra um muro, nas proximidades da Rua 4.400. Com o impacto, a empresária ficou presa às ferragens, sofreu traumatismo craniano e teve um dos braços amputado em razão da gravidade dos ferimentos.

Ela foi retirada do veículo pelas equipes de resgate e encaminhada ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí. Durante o trajeto, sofreu paradas cardíacas e não resistiu, tendo a morte confirmada na chegada à unidade hospitalar.

A vítima era conhecida no meio empresarial da cidade e atuava no setor esportivo. Entre seus empreendimentos estava a CELD Praça de Esportes, localizada no bairro Nova Esperança.

Ainda no local do acidente, policiais militares encontraram a condutora, de 58 anos, caída próximo à margem do Rio Camboriú. Segundo a PM, ela apresentava sinais evidentes de embriaguez, como fala desconexa e forte odor de álcool. Submetida ao teste do bafômetro, o resultado apontou 0,97 miligramas de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões, índice que configura crime de embriaguez ao volante. A motorista foi presa em flagrante e levada à delegacia.

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    Com o avanço das investigações, o caso passou a ser tratado oficialmente como crime pelo Ministério Público de Santa Catarina. A 2ª Promotoria de Justiça da comarca ofereceu denúncia contra a condutora, apontando que ela dirigia sob forte influência de álcool e em velocidade incompatível com a via urbana.

    De acordo com a denúncia, ao atravessar uma faixa elevada, a motorista perdeu o controle do automóvel, que capotou e percorreu cerca de 73 metros após atingir postes e um muro. Perícias técnicas descartaram falha mecânica e atribuíram o acidente exclusivamente à condução imprudente associada ao consumo de bebida alcoólica.

    A investigação também apurou que, após a colisão, a motorista deixou o local do acidente. Ela foi localizada posteriormente escondida em uma área de mangue, nas proximidades do Rio Camboriú, o que reforçou a suspeita de tentativa de fuga da responsabilidade penal e civil.

    O Ministério Público denunciou a acusada pelos crimes de embriaguez ao volante, fuga do local do acidente e homicídio doloso na modalidade de dolo eventual, quando o agente assume o risco de provocar a morte.

    Para a promotoria, o episódio não pode ser tratado como uma fatalidade. “Ao dirigir embriagada e em velocidade incompatível com a via, a denunciada assumiu o risco de provocar um resultado fatal. Não se trata de um acidente, mas de uma escolha que ceifou a vida da vítima”, afirmou a promotora de Justiça Roberta Trentini Machado Gonçalves.

    O MPSC pediu que o caso seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri e solicitou a fixação de indenização mínima de R$ 100 mil à família da empresária.

    Matéria por: Manuela Córdova – estagiária de Jornalismo

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