O Tribunal do Júri de Florianópolis condenou, na madrugada desta quarta-feira (13), o principal acusado pelo estupro e assassinato da adolescente Ana Beatriz Schelter, de 12 anos, ocorrido em março de 2016, em Rio do Sul.
O homem, hoje com 58 anos, recebeu uma pena de 58 anos e nove meses de reclusão em regime fechado por estupro de vulnerável e homicídio qualificado, além de nove meses e 26 dias de detenção em regime semiaberto por fraude processual. O réu já cumpre prisão preventiva e teve o direito de recorrer em liberdade negado.
A sentença atendeu integralmente aos pedidos do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O conselho de sentença reconheceu as qualificadoras de feminicídio contra menor de 14 anos, homicídio por asfixia, emboscada e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. No crime de estupro de vulnerável, pesaram as agravantes de concurso de pessoas, emboscada e o abuso da relação de hospitalidade e confiança que o agressor mantinha com a família da adolescente.
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Iniciado na manhã de terça-feira, dia 12, o júri popular estendeu-se por mais de 15 horas no Fórum da Capital. O processo foi transferido de Rio do Sul para Florianópolis após um pedido da defesa do acusado. Durante a sessão, três testemunhas foram ouvidas: um policial militar que atuava no Gaeco à época e detalhou a investigação técnica por mais de cinco horas;
Outras testemunhas ouvidas foram o proprietário do contêiner onde o corpo foi localizado e a ex-esposa do réu, que prestou depoimento como informante.
Familiares e amigos de Ana Beatriz acompanharam o julgamento no plenário vestindo camisetas com a foto da adolescente. Este foi o primeiro desdobramento judicial em plenário contra os suspeitos. Os outros dois homens denunciados pelo MPSC por coparticipação nos crimes têm julgamento agendado para o dia 25 de junho de 2026, também em Florianópolis.