A probabilidade de ocorrência de um El Niño de intensidade “muito forte” chegou a 95%, segundo atualização da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). Diante do cenário, a Secretaria de Proteção e Defesa Civil (Sedeci) alerta para a possibilidade de volumes de chuva e temperaturas acima da média nos próximos meses na Região Sul do Brasil.
A previsão indica aumento na frequência das chuvas, o que pode elevar o risco de enxurradas, enchentes e deslizamentos. Em julho, o Sul registrou 184,6 milímetros de chuva, volume 162,6% superior à média histórica de 70,3 milímetros.
O El Niño é provocado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, com temperaturas pelo menos 0,5°C acima da média por três meses consecutivos. O fenômeno altera os padrões de circulação dos ventos e influencia o clima em diferentes regiões do planeta. No Sul do Brasil, os efeitos costumam ser mais significativos durante a primavera e o outono.
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Apesar do cenário de atenção, a Defesa Civil destaca que o El Niño, isoladamente, não determina a ocorrência de desastres. Os eventos extremos dependem também da combinação com outros sistemas meteorológicos de curta duração.
O secretário de Proteção e Defesa Civil, Carlos Menestrina, afirma que os órgãos estão acompanhando os dados e reforça a necessidade de atenção da população.
“Diante do alerta de chuvas acima da média, precisamos estar em prontidão. Pedimos que a população acompanhe os avisos oficiais e as previsões da Defesa Civil”, orienta.
Os alertas podem ser acompanhados pelo aplicativo AlertaBlu ou pelo sistema de SMS, enviando o CEP para o número 40199. Em situações de emergência, a orientação é ligar para o 199 ou para o 193.