Vídeo: “Não podemos retroceder”, afirma Luciano Hang sobre restrições do Plano Diretor de BC

Em 10/05/2026
por Redação Menina Blu

O empresário Luciano Hang se posicionou sobre possíveis alterações do Plano Diretor de Balneário Camboriú durante entrevista ao Canal 100, na Rádio Menina, nesta sexta-feira, 9. Segundo ele, propostas que reduzem a capacidade construtiva e ampliam áreas de restrição próximas aos rios representam um “retrocesso” para o crescimento econômico do município.

Hang afirmou estar preocupado com duas emendas discutidas dentro da revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo. De acordo com ele, uma delas prevê a redução entre 20% e 30% da capacidade construtiva da cidade e outra amplia a metragem de proteção nas margens do Rio Camboriú e do Canal Marambaia.

O empresário e CEO da Havan falou do crescimento da cidade, mas afirmou que o liberalismo econômico foi “colocado à prova”. “Balneário Camboriú foi a precursora de acreditar nos sonhos do cidadão, fazer com que essas pessoas investissem nas cidades, e passamos a ter a cidade que nós temos hoje, copiada depois por outras cidades de Santa Catarina.”

Durante a entrevista, o empresário disse que entrou em contato com a prefeita Juliana Pavan para discutir o assunto. Segundo ele, a chefe do Executivo informou que o município arrecadou cerca de R$ 150 milhões em solo criado nos últimos 12 meses.

“Quando a ideia for boa, a gente dá parabéns. Quando a ideia talvez venha a prejudicar o município, a gente tem que dar um alerta, porque, como eu falo, Balneário Camboriú é o exemplo do Brasil e do mundo”, ressaltou o dono da Havan.

Hang também citou o Senna Tower, da FG Empreendimentos, afirmando que o projeto teria gerado aproximadamente R$ 140 milhões em contrapartidas ao município. Para ele, investimentos bilionários ajudam a impulsionar a infraestrutura, a saúde e o desenvolvimento urbano.

“Não podemos retroceder”

Ao longo da conversa com o apresentador Luiz Carlos Tigrão, o empresário comparou Balneário Camboriú a cidades internacionais e afirmou que o município precisa manter uma legislação voltada ao crescimento econômico. “Nós não podemos retroceder. O sucesso existe enquanto cuidarmos da cidade”, disse.

Em relação às emendas que propõem alterações na metragem permitida para construções às margens dos rios, o empresário argumentou que outros países utilizam esses espaços para empreendimentos como marinas, por exemplo.

“Eu viajo o mundo todo, Estados Unidos, vai para qualquer lugar do mundo, na Europa, em Dubai, as pessoas se utilizam do espaço para fazer marina, para fazer construções de frente com o mar. Todas as cidades que a gente conheceu, Nova Iorque fica numa ilha, Londres, Paris, Veneza. Eu estive agora visitando toda a parte ocidental e oriental do nosso planeta Terra, e eu vejo, às vezes, que o legislador acaba fazendo uma legislação que prejudica os empresários”, relatou Hang.

Ele ressaltou que poderá se reunir com vereadores para debater as mudanças propostas. Segundo ele, a intenção é defender um modelo de desenvolvimento que mantenha a cidade competitiva frente a outros municípios do litoral catarinense.

Os vereadores aprovaram 30 emendas na Lei de Uso e Ocupação do Solo em sessão no final de abril. O texto aguarda sanção ou veto da prefeita, que se ausentou do Executivo por alguns dias em férias e deve retornar nesta segunda-feira, 11.

Restinga na praia central

Durante a entrevista à Rádio Menina, o empresário também voltou a criticar o plantio de restinga na faixa de areia da Praia Central, tema que já havia gerado manifestações anteriores dele sobre urbanismo e paisagismo em Balneário Camboriú.

“Aquilo ali enfeia a cidade e não faz nada para a natureza. Se nós cuidarmos das nossas vegetações, dos nossos morros que nós temos em Balneário Camboriú, não é aquela restinga ali que vai trazer rato, barata, escorpião, que vai melhorar a nossa natureza”, enfatizou.


VEJA O TRECHO DA ENTREVISTA:
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Ação contra pichações em Blumenau

Além do Plano Diretor, Hang falou sobre a expansão das lojas Havan. A unidade de número 191 da rede foi inaugurada em Blumenau neste sábado, 9. Ele afirmou que a empresa deve encerrar o ano com 202 lojas e cerca de 25 mil colaboradores diretos.

“Isso é acreditar no Brasil, isso é acreditar no trabalho, que nós vamos mudar esse país através de pessoas que acreditam na livre iniciativa, que acreditam que o poder do empresariado pode agregar muito para a cidade”, afirmou o empresário.

Ele também comentou ações contra pichações em cidades brasileiras e disse que pretende incentivar mutirões de limpeza urbana e revitalização de espaços públicos, defendendo que cidades organizadas e limpas contribuem para o turismo e qualidade de vida.

Nesta sexta-feira e sábado, 9 e 10, imagens de Hang pintando um muro na Beira-Rio de Blumenau, em frente à loja, repercutiram nas redes sociais e geraram comentários favoráveis e críticas. No vídeo divulgado nas redes sociais, o empresário aparece com roupas de zelador junto a outros funcionários.

A frase “respeita nossa arte”, pichada no muro, foi alvo de críticas. “Você não ganhou autorização para fazer essa sua arte. Se você é um artista, compre uma tela, vá pintar a tela e vai vender o seu serviço num museu”, disse Hang enquanto cobria a frase com tinta.


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