Itajaí confirma morte de homem de 28 anos por hantavirose; Vigilância investiga contaminação

Em 23/09/2026
por Daiane Valentin

Um homem de 28 anos morreu após ser infectado pelo hantavírus em Itajaí. O caso foi confirmado pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen) nesta quarta-feira, 23, e mobilizou uma investigação da Vigilância Epidemiológica e do Controle de Zoonoses para descobrir onde ocorreu a possível exposição ao vírus.

O homem não tinha comorbidades. A equipe também vai avaliar possíveis situações de risco e definir medidas para evitar novos casos. O homem havia dado entrada no Centro Integrado de Saúde (CIS) no dia 13 de setembro e faleceu no dia 15.

Último registro foi há quase 20 anos

A confirmação chama atenção porque Itajaí não registrava um caso de hantavirose desde 2007, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

No entanto, a doença pode ocorrer durante todo o ano em Santa Catarina, com registros mais frequentes em regiões como o Alto Uruguai Catarinense, Oeste, Meio-Oeste, Alto Vale e Médio Vale do Itajaí.

A doença é causada por vírus transmitidos principalmente por roedores silvestres. A contaminação ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes na urina, nas fezes ou na saliva desses animais.

O risco aumenta em locais fechados, pouco ventilados ou onde há presença de roedores, principalmente durante a limpeza de galpões, depósitos e outros espaços que permaneceram fechados.

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Doença pode evoluir rapidamente

A hantavirose pode provocar febre, dor de cabeça, dor muscular, suor, calafrios, tontura, fraqueza, náuseas, vômitos e diarreia.

Com a evolução do quadro, podem aparecer tosse, dor no peito e dificuldade para respirar. A doença pode se agravar rapidamente nas primeiras 72 horas e causar insuficiência respiratória e problemas cardiovasculares.

A suspeita aumenta quando esses sintomas aparecem após contato com roedores ou permanência em ambientes de risco nos 60 dias anteriores ao início dos sintomas.

Cuidados para evitar a contaminação

A orientação da Secretaria de Saúde é evitar contato direto com fezes, urina e saliva de roedores, manter alimentos protegidos e não acumular entulhos ou materiais que possam servir de abrigo para esses animais. Na limpeza de locais fechados, como depósitos e galpões, é preciso ter cuidado redobrado.

Quem apresentar febre ou sintomas respiratórios depois de uma possível exposição deve procurar atendimento médico e informar ao profissional sobre o contato com o ambiente de risco.

A hantavirose é de notificação compulsória imediata. Por isso, casos suspeitos devem ser comunicados à Vigilância Epidemiológica em até 24 horas, mesmo sem confirmação do exame.

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