“Ele foi ao fundo de maneira muito rápida”: capitão do Corpo de Bombeiros relata desaparecimento de menino no mar de Piçarras

Em 23/09/2026
por Gerson Felippi

As buscas por um menino de 10 anos que desapareceu após ser arrastado por uma onda no mar de Balneário Piçarras chegaram ao quarto dia nesta quarta-feira, 23. Cerca de 30 profissionais participam da operação, que mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar nas tentativas de localizar a criança.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as buscas nesta quarta-feira contam com duas embarcações, uma moto aquática, um quadriciclo, um drone e duas aeronaves.

Entre os recursos empregados estão a embarcação Resgate, de Itajaí, a moto aquática e o bote inflável de Balneário Piçarras, além das equipes dos postos de guarda-vidas 4 e 7. Também participam da operação os helicópteros Arcanjo 03, do Corpo de Bombeiros, e o Águia 07, da Polícia Militar.

A área de busca foi ampliada e atualmente se estende de Balneário Piçarras até a Praia Grande, em Balneário Barra Velha.

Menino foi arrastado por onda no domingo

O desaparecimento ocorreu na tarde de domingo, 20, na altura da Rua 3.500, no bairro Itacolomi, em frente ao Posto de Guarda-Vidas 7.

Segundo o capitão Daniel Torquato, do 7º Batalhão do Corpo de Bombeiros, o mar estava bastante agitado naquele dia. O menino estava no mar acompanhado de um amigo quando foi arrastado por uma onda.

“Como o mar estava muito forte, acabou sendo arrastado e tudo aconteceu muito rápido. Nesse arrastamento, infelizmente, não conseguimos fazer o salvamento devido às condições do mar. Ele foi ao fundo de maneira muito rápida e não retornou”, explicou Torquato.

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Correntes dificultam localização

O capitão explica que a dinâmica das correntes marítimas é um dos fatores que dificulta a localização da criança.

Segundo ele, após ser levado para uma região mais profunda, o menino fica sujeito às correntes de fundo, que apresentam comportamento diferente das correntes da superfície.

Além disso, houve mudança na direção da ondulação entre domingo e segunda-feira. No domingo, a ondulação estava de norte para nordeste e, na segunda-feira, passou a atuar no sentido sul.

Por esse motivo, os bombeiros consideram a possibilidade de a criança ser localizada em áreas mais distantes do ponto onde desapareceu. O capitão ressalta, porém, que não é possível prever com precisão o deslocamento.

“Pode aparecer tanto em alto-mar como pode aparecer em São Francisco do Sul. Nunca se sabe, é realmente difícil a gente prever com exatidão”, afirmou.

Drone e aeronaves auxiliam nas buscas

Além das embarcações e equipes em terra, o trabalho conta com um drone do Corpo de Bombeiros e duas aeronaves.

O capitão explica que o drone permite que os bombeiros tenham imagens em tempo real da superfície da água e ampliem a área observada em determinados pontos da operação. As equipes permanecem mobilizadas na tentativa de localizar o menino.

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