As buscas por um menino de 10 anos que desapareceu após ser arrastado por uma onda no mar de Balneário Piçarras chegaram ao quarto dia nesta quarta-feira, 23. Cerca de 30 profissionais participam da operação, que mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar nas tentativas de localizar a criança.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, as buscas nesta quarta-feira contam com duas embarcações, uma moto aquática, um quadriciclo, um drone e duas aeronaves.
Entre os recursos empregados estão a embarcação Resgate, de Itajaí, a moto aquática e o bote inflável de Balneário Piçarras, além das equipes dos postos de guarda-vidas 4 e 7. Também participam da operação os helicópteros Arcanjo 03, do Corpo de Bombeiros, e o Águia 07, da Polícia Militar.
A área de busca foi ampliada e atualmente se estende de Balneário Piçarras até a Praia Grande, em Balneário Barra Velha.
Menino foi arrastado por onda no domingo
O desaparecimento ocorreu na tarde de domingo, 20, na altura da Rua 3.500, no bairro Itacolomi, em frente ao Posto de Guarda-Vidas 7.
Segundo o capitão Daniel Torquato, do 7º Batalhão do Corpo de Bombeiros, o mar estava bastante agitado naquele dia. O menino estava no mar acompanhado de um amigo quando foi arrastado por uma onda.
“Como o mar estava muito forte, acabou sendo arrastado e tudo aconteceu muito rápido. Nesse arrastamento, infelizmente, não conseguimos fazer o salvamento devido às condições do mar. Ele foi ao fundo de maneira muito rápida e não retornou”, explicou Torquato.
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Correntes dificultam localização
O capitão explica que a dinâmica das correntes marítimas é um dos fatores que dificulta a localização da criança.
Segundo ele, após ser levado para uma região mais profunda, o menino fica sujeito às correntes de fundo, que apresentam comportamento diferente das correntes da superfície.
Além disso, houve mudança na direção da ondulação entre domingo e segunda-feira. No domingo, a ondulação estava de norte para nordeste e, na segunda-feira, passou a atuar no sentido sul.
Por esse motivo, os bombeiros consideram a possibilidade de a criança ser localizada em áreas mais distantes do ponto onde desapareceu. O capitão ressalta, porém, que não é possível prever com precisão o deslocamento.
“Pode aparecer tanto em alto-mar como pode aparecer em São Francisco do Sul. Nunca se sabe, é realmente difícil a gente prever com exatidão”, afirmou.
Drone e aeronaves auxiliam nas buscas
Além das embarcações e equipes em terra, o trabalho conta com um drone do Corpo de Bombeiros e duas aeronaves.
O capitão explica que o drone permite que os bombeiros tenham imagens em tempo real da superfície da água e ampliem a área observada em determinados pontos da operação. As equipes permanecem mobilizadas na tentativa de localizar o menino.