Mulher é presa suspeita de explorar sexualmente funcionárias em casa de prostituição em Navegantes

Em 10/09/2026
por Jornalismo Menina

Uma mulher foi presa nesta quinta-feira, 10, em Navegantes, suspeita de comandar uma casa de prostituição e manter funcionárias no local por causa de dívidas. O companheiro dela, apontado como responsável pelo estabelecimento junto com a investigada, está foragido. A operação da Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva.

    A ação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Navegantes, com apoio das delegacias de Balneário Piçarras e de Combate às Drogas de Itajaí. As medidas foram cumpridas no município.

    A investigação começou em 6 de julho e apura a atuação dos responsáveis por uma “casa noturna” localizada às margens da BR-470. Segundo a Polícia Civil, o casal mantinha o estabelecimento para exploração sexual e submetia as funcionárias a condições degradantes, além de impedir que deixassem o local.

    De acordo com a polícia, o casal cobrava pelo uso dos quartos e também ficava com o dinheiro gasto pelas “garotas de programa” em comida e bebida. As mulheres ainda recebiam “multas” consideradas abusivas. Com isso, algumas chegaram a acumular dívidas de até R$ 10 mil com os investigados.

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    Segundo a investigação, as dívidas eram usadas para impedir que as funcionárias deixassem o estabelecimento contra a vontade. A saída de três mulheres só foi possível com a intervenção do Conselho Tutelar e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). Os órgãos teriam utilizado um pretexto para retirá-las do local, situação que levou as informações sobre os possíveis crimes ao conhecimento da Polícia Civil.

    No momento da operação, a mulher administrava sozinha o estabelecimento. O companheiro dela, que já foi condenado a quase 24 anos de prisão por tortura, manutenção de casa de prostituição e estupro, continua foragido.

    As mulheres que estavam no local durante a operação foram conduzidas à Delegacia de Polícia para prestar depoimento. Apesar da participação do Conselho Tutelar, não foi informado se alguma das “garotas de programa” seria menor de idade. A investigada foi encaminhada ao Presídio de Itajaí, onde permanece à disposição da Justiça.

    A Polícia Civil pede que qualquer pessoa com informações sobre o paradeiro do homem entre em contato com a corporação. As informações podem auxiliar na localização e prisão do investigado.

    Matéria por: Damy Fernandes – estagiária de Jornalismo (sob supervisão)

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