Uma funcionária do Centro de Educação Infantil Julita Pereira, em Camboriú, reclamou da manutenção do atendimento na unidade após um curto-circuito provocar a explosão da caixa de luz na manhã desta segunda-feira, 31.
Segundo o relato encaminhado à Rádio Menina, o problema ocorreu por volta das 11h e deixou a creche sem energia elétrica. A reclamação aponta ainda que, devido à falta de eletricidade, a unidade também ficou sem água, já que a bomba responsável por levar a água até a caixa não estaria funcionando.
A funcionária que fez a denúncia afirma que o atendimento foi mantido até as 19h, mesmo com bebês no local sem energia elétrica. A preocupação também envolve a proximidade da central de gás com o ponto onde ocorreu o incidente.
Leia também no Portal Menina:
- Camboriú é a cidade que mais cresce entre os municípios de SC com mais de 100 mil habitantes
- Entregadores vão às ruas em Balneário Camboriú contra novas regras do iFood
- “Sem educação nenhuma, totalmente despreparado”: motorista denuncia abordagem de agente na Rua 3700; BC Trânsito responde
Nesta terça-feira, 1º, o atendimento continuava normalmente, apesar de a Celesc ter informado que o restabelecimento da energia poderia levar pelo menos dois dias devido à gravidade do problema.
O que diz a Secretaria de Educação?
Procurada, a secretária de Educação de Camboriú, Carin Krug, afirmou que a unidade teve condições de manter o atendimento e que os reparos de responsabilidade da administração municipal já foram realizados.
“Sim, nós mantivemos o atendimento porque tinha luminosidade suficiente. Todos os reparos que precisavam ser feitos, desde a troca da caixa de entrada, tudo foi feito”, explicou.
Segundo Carin, o restabelecimento da energia dependia da Celesc. A secretária afirmou que havia cobrado novamente a empresa e que a religação estava prevista para ocorrer na tarde desta terça-feira.
A secretária também afirmou que a decisão de manter as atividades foi tomada após conversa com a gestora da unidade.
“Nós não interrompemos o atendimento porque foi feita uma conversa ali com a gestora tranquilamente. Daria para atender as crianças”, disse.
Sobre as condições no local, Carin afirmou que não houve comprometimento do atendimento pela falta de energia e que a temperatura não exigia o uso de aparelhos de ar-condicionado.
A Secretaria de Educação também sustenta que a manutenção das atividades evita impactos para as famílias que dependem do atendimento da creche.