A primeira morte por Febre do Nilo Ocidental da história do estado de Santa Catarina (SC) foi confirmada. A vítima era uma mulher de 77 anos de Imbituba, no Sul do estado, que morreu no dia 8 de agosto. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 25, pela Secretaria Estadual da Saúde.
Esse foi um dos primeiros casos da doença já registrados em SC. O outro foi um homem de 56 anos, de Caçador, no Oeste, que ficou doente, mas já se recuperou e teve alta. Os dois tiveram complicações neurológicas.
Segundo a Secretaria, é raro morrer por conta dessa doença.
No Brasil todo, são quatro casos confirmados este ano e um ainda suspeito: dois em Santa Catarina, dois em São Paulo e um caso provável no Piauí.
Que doença é essa?
É uma doença causada por um vírus que passa para as pessoas pela picada do pernilongo comum, aquele do gênero Culex, também chamado de muriçoca. Quem carrega o vírus na natureza são aves silvestres.
Não pega de uma pessoa para outra e nem direto da ave para a pessoa. Só pega se for picado pelo mosquito infectado.
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Quais são os sintomas?
A maioria das pessoas nem sente nada. Cerca de 20% têm sintomas leves, parecidos com uma gripe:
– Febre repentina
– Dor de cabeça, olhos e corpo
– Enjoo, vômito e falta de apetite
– Manchas vermelhas na pele e íngua
Mas em média, somente uma a cada 150 pessoas contaminadas, que ficam em estado grave de saúde.
Por isso, se tiver febre junto com confusão mental, desmaio, fraqueza ou outro sintoma neurológico, tem que procurar um médico rápido e informa-lo que pode ter sido picado. O diagnóstico é feito através de um exame de sangue.
Tem tratamento?
Não existe vacina e nem remédio específico para cura. O tratamento existente serve para aliviar os sintomas: repouso, muito líquido e, nos casos graves, internação na UTI.
Como se proteger?
– Usar repelente
– Colocar tela em porta e janela
– Evitar de ficar em lugares com muito pernilongo, principalmente de manhã cedo e no fim da tarde
– Não deixar água parada
– Não jogar lixo em vala ou beira de rio
– Não mexer em animal morto
Em caso de febre associada a sintomas neurológicos, como confusão mental, alteração de consciência e fraqueza, a orientação da Secretaria de Estado da Saúde é procurar atendimento médico e relatar ao profissional o contato com mosquitos.
Matéria por: Damy Fernandes – estagiária de Jornalismo (sob supervisão)