Itajaí se prepara para a implantação de uma biofábrica do método Wolbachia, tecnologia que utiliza mosquitos modificados para ajudar a reduzir a transmissão de dengue, zika e chikungunya. Nesta quinta-feira, 20, uma equipe da Vigilância Epidemiológica do município esteve em Joinville para conhecer de perto o laboratório onde os mosquitos são produzidos.
Durante a visita, os profissionais acompanharam as etapas de criação dos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia e conheceram a estrutura necessária para o funcionamento da unidade.
Joinville começou a utilizar o método em 2024 e passou a ser uma referência na implantação da tecnologia. A experiência do município deve servir como base para Itajaí, principalmente na definição dos processos de produção, estrutura do laboratório e desafios que podem surgir durante a implantação.
Ainda não foi divulgada uma previsão de data para o início da produção e liberação dos mosquitos em Itajaí.
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Sobre a Wolbachia
O método consiste na criação e posterior liberação de mosquitos que carregam a Wolbachia. A bactéria dificulta o desenvolvimento dos vírus da dengue, zika e chikungunya no organismo do mosquito e, com isso, reduz a capacidade de transmissão das doenças.
Segundo as informações divulgadas pelo município, a Wolbachia ocorre naturalmente em cerca de 60% das espécies de insetos e não é considerada nociva para seres humanos ou animais.