A prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan, se manifestou sobre as denúncias envolvendo estudantes da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Balneário Camboriú.
Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira, 18, a prefeita afirmou que nenhuma forma de violência contra a mulher deve ser normalizada e pediu rigor na investigação do caso. “Não é brincadeira quando uma mulher sente medo, é exposta ou violentada. Nenhuma mulher pode ser tratada como objeto.”
O posicionamento ocorre após uma manifestação realizada na noite de segunda-feira, 18, no campus da Udesc, que reuniu estudantes, familiares e autoridades. O ato foi motivado por denúncias relacionadas a conversas entre estudantes com conteúdos considerados misóginos, sexistas, racistas e homofóbicos, além de referências a estupro e à produção de imagens de teor sexual com uso de inteligência artificial.
Durante a manifestação, estudantes relataram situações de constrangimento e medo e pediram, entre outras medidas, o afastamento cautelar dos alunos investigados até a conclusão das apurações.
A direção da Udesc informou que uma comissão foi designada para investigar o caso e que busca implementar uma medida cautelar de afastamento durante a investigação. A Polícia Civil de Santa Catarina também apura as denúncias.
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No vídeo, a prefeita disse que conversou com pessoas envolvidas e buscou informações sobre o caso antes de se posicionar. Juliana também afirmou que, como mulher, mãe e chefe do Executivo municipal, não poderia deixar de manifestar solidariedade às estudantes. “Quero aqui novamente deixar a minha solidariedade a todas as estudantes envolvidas”, declarou.
Juliana também relacionou o posicionamento ao Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, mas ressaltou que o combate a esse tipo de violência deve ocorrer durante todo o ano. “Balneário Camboriú diz não à violência contra a mulher, até porque nenhuma violência pode ser normalizada”, afirmou a prefeita.
As denúncias envolvendo os estudantes seguem em investigação, tanto no âmbito da universidade quanto pela Polícia Civil.