Faltando menos de dois meses para as Eleições Gerais no Brasil, a segurança das urnas eletrônicas e a regularidade do processo eleitoral têm tomado espaço nos debates coletivos. Santa Catarina tem 5,7 milhões de eleitores aptos a votar neste ano.
A região da AMFRI (Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí) concentra mais de meio milhão de eleitores. Entre as 11 cidades, Balneário Camboriú possui o segundo maior eleitorado, com 106.783 eleitores aptos.
“Eu destaco que o eleitorado de Santa Catarina, de 2022 para cá, cresceu 4,3%. E a média nacional foi 1,4%. Ou seja, houve um crescimento proporcional importante do eleitorado catarinense. Um dos maiores percentuais, se não o maior do Brasil. O que demonstra que o processo migratório de pessoas que vieram de outros estados, da federação para Santa Catarina, foi um processo importante”, afirmou o desembargador Carlos Roberto da Silva, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE/SC).
Em entrevista ao programa Bote a Boca no Trombone, da Rádio Menina, nesta segunda-feira, 10, o presidente detalhou o estado registrou 160 mil novos títulos de eleitores para esta eleição, que são de pessoas que se mudaram de outros estados e transferiram seus títulos para Santa Catarina, o que demonstra o movimento de migração nos últimos anos.
Voto em trânsito
O desembargador também relatou que os eleitores que moram em Balneário Camboriú mas ainda não transferiram seu domicílio eleitoral têm até o dia 20 de agosto para solicitar o voto em trânsito.
“Nós temos a possibilidade de eleitores catarinenses, ou seja, que estão cadastrados como eleitores em Santa Catarina, votarem em outras cidades. Um exemplo, alguém que tem domicílio eleitoral em Chapecó, mas está trabalhando em Balneário Camboriú. Até o dia 20 de agosto, o eleitor catarinense pode escolher qualquer cidade com mais de 100 mil eleitores para o chamado voto em trânsito”, explicou Silva.
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Segurança das urnas eletrônicas
Outro assunto abordado na entrevista foi a preparação das 18.860 urnas eletrônicas do estado, que ficam armazenadas na “Casa da Urna”, em Biguaçu, e estão a caminho das 100 zonas eleitorais do estado. O presidente do TRE/SC afirmou que os equipamentos passam por testes regulares para garantir a confiabilidade do processo eleitoral.
“Mostramos à sociedade, convidamos inclusive a imprensa e a todos, mostramos que a urna, a cada quatro meses, vai para uma bancada, tem 15 pessoas trabalhando lá ininterruptamente, técnicos. Ela passa por uma revisão física, ela é desmontada, montada, testada. Como se fosse um carro nosso que é levado a uma revisão.”
Durante as apurações após as eleições, fiscais de partidos também realizam a conferência dos boletins de urna junto às equipes eleitorais. O desembargador garante que não há qualquer possibilidade de extravasamento de informações na internet ou invasão do sistema.
“Esse boletim de urna revela a quantidade de votos. O dispositivo sai da urna e é dele que os votos são transmitidos diretamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É totalmente criptografado, existem 30 camadas de proteção para que esses dados cheguem de forma segura ao TSE. Nós pretendemos deixar claro à sociedade a segurança do nosso processo eletrônico de votação”, ressalta Silva.
Os detalhes sobre os boletins de urna, o processo de apuração e a logística para a distribuição das urnas aos municípios também foram comentados na entrevista. Além disso, o presidente falou sobre a sessão itinerante do TRE/SC realizada na Univali, em Itajaí, no último dia 4 de agosto.