Escolas de Balneário Camboriú poderão servir pescado artesanal fornecido por pescadores locais; entenda

Em 28/05/2026
por Jornalismo Menina

A alimentação escolar de Balneário Camboriú poderá contar, nos próximos anos, com pescados fornecidos por pescadores artesanais do próprio município. A proposta faz parte do projeto “Sabores de Nossas Raízes e Mar”, desenvolvido pela Secretaria de Educação, que busca aproximar a merenda escolar da cultura pesqueira local e fortalecer a economia da comunidade tradicional da cidade.

A iniciativa prevê a inclusão gradual de peixes de água salgada no cardápio da rede municipal de ensino, como pescada-branca, maria-luíza e tainha, espécies comuns na pesca artesanal da região. Atualmente, o município já oferece pescado nas escolas há mais de dez anos, utilizando filé de tilápia adquirido da agricultura familiar de Santa Catarina.

Segundo a Secretaria de Educação, o projeto também atende às diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que determina a destinação de parte dos recursos federais para compra de produtos da agricultura familiar. Como Balneário Camboriú possui pouca produção agrícola, a proposta passou a considerar também os pescadores artesanais locais como fornecedores em potencial.

Desde 2025, reuniões vêm sendo realizadas com pescadores da cidade para discutir formas de organização, regularização sanitária e estruturação da cadeia de fornecimento. Neste ano, os encontros avançaram para uma etapa mais técnica, com orientações sobre processos de compra pública e exigências legais para comercialização dos produtos.

A iniciativa passou a contar também com apoio da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), que auxilia na capacitação dos pescadores e na organização logística para viabilizar o fornecimento à rede municipal.

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A nutricionista Thais Guastalle, idealizadora do projeto, destaca que a proposta busca unir alimentação saudável, valorização cultural e fortalecimento da economia local.

“Imagine os filhos, sobrinhos, netos poderem consumir o mesmo pescado que sua família pescou ali na escola. Isso representa pertencimento e valorização da própria cultura”, afirmou.

Neste momento, o foco do trabalho está na preparação dos pescadores para atender às exigências sanitárias e operacionais necessárias para participação nos editais públicos. A expectativa da prefeitura é iniciar a inserção dos pescados locais no cardápio escolar a partir de 2027.

A proposta também ganhou reforço com a criação do Conselho Municipal de Fomento à Pesca (CMFP), que atua na articulação entre o poder público e a comunidade pesqueira de Balneário Camboriú.

Ainda neste ano, um novo encontro regional sobre agricultura familiar será promovido na Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí (Amfri), desta vez com participação também dos pescadores artesanais da região.

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