Vizinha de Balneário Camboriú e dona do segundo metro quadrado mais valorizado do país, Itapema vai iniciar uma obra de alargamento artificial da faixa de areia na região da Meia Praia, um dos bairros mais valorizados da cidade.
O projeto prevê a ampliação de um trecho de 4,6 quilômetros da orla, com aumento entre 20 e 60 metros na faixa de areia, dependendo do ponto da praia. O objetivo é conter o avanço do mar e reduzir os impactos da erosão costeira em uma das áreas mais urbanizadas do litoral catarinense.
A licença ambiental de instalação foi emitida pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina no dia 6 de maio. Com a autorização, o município deve iniciar agora os estudos técnicos e os procedimentos para execução da obra.
A previsão é que os trabalhos comecem em agosto e durem cerca de quatro meses. A intervenção será realizada entre os molhes dos rios Perequê e Taboleiro das Oliveiras.
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Segundo o governo estadual, a chamada alimentação artificial da praia utilizará areia retirada a aproximadamente 19 quilômetros da costa. Ao todo, serão usados cerca de 416 mil metros cúbicos de sedimentos.
O investimento previsto é de aproximadamente R$ 60 milhões, com recursos divididos entre a prefeitura e o Governo de Santa Catarina.
Além da proteção contra a erosão marítima, a obra busca aumentar a resistência da orla diante de eventos climáticos extremos e preservar uma das regiões mais valorizadas do mercado imobiliário brasileiro.
De acordo com o índice FipeZAP, Itapema possui atualmente o segundo metro quadrado residencial mais caro do país, com valor médio de R$ 15.179. A cidade fica atrás apenas de Balneário Camboriú, onde o metro quadrado custa, em média, R$ 15.185.