“Não podemos mais conviver com a misoginia, com o machismo”, ministra das Mulheres alerta para alta de feminicídios em SC

Em 16/05/2026
por Gerson Felippi

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, demonstrou preocupação com o aumento dos casos de feminicídio em Santa Catarina e cobrou maior articulação entre Estado, municípios e governo federal para enfrentar a violência contra as mulheres.

Durante agenda em Balneário Camboriú nesta sexta-feira, 15, a ministra destacou que apenas no mês de abril foram registrados 12 feminicídios no estado.

“Nós tivemos um ano muito violento aqui em Santa Catarina. Neste mês de abril, 12 feminicídios e nós não podemos continuar”, afirmou.

Segundo Márcia Lopes, apesar de Santa Catarina ser considerado um dos estados mais ricos do país, atualmente ocupa a sexta posição nos indicadores de feminicídio.

“As mulheres são mortas por serem mulheres. Isso revela um preconceito e uma discriminação que nós não podemos permitir”, declarou.

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A ministra citou ainda o Pacto Brasil contra o Feminicídio, lançado pelo governo federal em fevereiro, reunindo Executivo, Legislativo e Judiciário, como estratégia nacional de enfrentamento ao crime.

De acordo com ela, o combate à violência não depende apenas de ações federais, mas de mobilização conjunta entre diferentes esferas de poder e da própria sociedade.

“Essa situação de violência contra as mulheres não se resolve em Brasília. Isso é resolvido pela sociedade, por decisão e determinação coletiva (…) Não podemos mais conviver com a misoginia, com o machismo. Por isso, estamos conclamando a população a apoiar a lei que criminaliza a misoginia, que já passou pelo Senado e hoje está na Câmara Federal”, pontuou.

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MINISTRA AGUARDA RESPOSTA DE JORGINHO MELLO

Márcia Lopes também afirmou que o governo federal aguarda resposta formal do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), sobre a implantação de uma unidade da Casa da Mulher Brasileira em Florianópolis.

Segundo a ministra, a estrutura integra serviços como Delegacia, Ministério Público, Defensoria Pública, acolhimento temporário e suporte para crianças, funcionando como porta de entrada para a rede de proteção às vítimas.

“Nós temos recursos disponíveis para isso e enviamos ofício ao governador no sentido de aceitar uma Casa da Mulher Brasileira. Não temos essa resposta formal ainda”, disse.

A ministra ainda defendeu que prefeitos assumam posicionamento público e permanente contra a violência de gênero.

“Se cada prefeito disser todos os dias que naquele município não será tolerada violência contra as mulheres, eu não tenho dúvida de que esses indicadores vão melhorar muito”, concluiu.

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