O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) manteve a prisão de uma mulher acusada de dopar homens com vinho e roubá-los em seguida. O recurso apresentado pela defesa foi negado pela 4ª Câmara Criminal e a decisão foi divulgada nesta quarta-feira, 13. Os casos aconteceram em Balneário Camboriú e Itapema, em setembro e outubro de 2021.
A mulher marcava os encontros por meio de aplicativos de relacionamento e depois ia até a casa dos homens. As vítimas afirmaram que ficaram desacordadas depois de beberem vinho, caracterizando o famoso golpe “boa noite, Cinderela”. Conforme a justiça, a investigada roubou um cofre com dólares, documentos pessoais, cheques, relógios, cartões, entre outros objetos de valor.
Ela foi condenada pelo juízo da 1ª Vara Criminal da comarca de Balneário Camboriú a seis anos, dois meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de multa, pelos crimes de roubo, um deles qualificado pelo concurso de pessoas, que é quando há participação de outras pessoas no crime.
Mulher levou cofre com dólares
Segundo o TJSC, o primeiro caso foi em setembro de 2021. A acusada se identificou como “Amanda” no aplicativo de relacionamento. O homem a buscou em Bombinhas e os dois foram para o apartamento da vítima em Balneário Camboriú. Depois de ingerirem vinho, o homem perdeu a consciência.
Quando acordou no dia seguinte, percebeu que haviam sido levados um cofre com dólares, relógios, dinheiro, documentos e outros bens. Uma segunda mulher foi flagrada pelas câmeras de monitoramento do edifício. Ela teria se passado por filha da vítima na portaria e teve a entrada no apartamento autorizada pela acusada.
As câmeras registraram as duas mulheres saindo do local levando malas e bolsas aparentemente cheias. Um terceiro participante, um homem, teria ajudado na fuga. As impressões digitais da mulher que marcou o encontro foram identificadas após perícia em uma caixa de pizza recolhida na residência.
Crime em Itapema
O segundo crime aconteceu em outubro de 2021. Desta vez, a acusada se identificou como “Maiara” no aplicativo de relacionamentos. Ela e a vítima jantaram em um restaurante em Itapema e foram para a residência do homem.
Após ter bebido vinho, o homem passou mal e perdeu a consciência. Quando acordou, ele percebeu o furto de um notebook, um celular, dinheiro e um cartão bancário, que foi utilizado depois em diversas transações.
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A defesa alegou à justiça falta de provas, mas o desembargador considerou os depoimentos das vítimas firmes e coerentes. Além disso, os fatos foram confirmados pelas imagens de videomonitoramento, laudos periciais e testemunhos colhidos durante a investigação.
O relatório que manteve a prisão destacou que a acusada relatou que era garota de programa e confirmou o contato com uma das vítimas pelo aplicativo, apesar de ter contado versões diferentes dos fatos ao longo da investigação.