Brasil é o 4º país com mais bitucas em praias no mundo e registra níveis até 40 vezes maiores que a média

Em 27/03/2026
por Jornalismo Menina

O Brasil figura entre os países com maior concentração de bitucas de cigarro nas praias, segundo um levantamento internacional que analisou dados coletados ao longo de mais de uma década. Em alguns pontos do litoral, a presença desse tipo de resíduo chega a ser até 40 vezes maior do que a média global.

O estudo reuniu informações de 130 pesquisas realizadas entre 2013 e 2024, em 55 países, e identificou 17 nações com níveis considerados críticos desse tipo de poluição. A maior parte dos resíduos foi encontrada em áreas costeiras.

No cenário global, as bitucas representam cerca de 12% do lixo recolhido nas praias. Em países da América do Sul, no entanto, esse índice pode ultrapassar 50%. No Brasil, o impacto é ainda mais expressivo: em determinadas regiões, os filtros chegam a corresponder a 66,7% de todo o lixo marinho coletado.

A pesquisa foi conduzida em parceria por instituições como a Universidade Federal de São Paulo, Universidade Estadual Paulista, Instituto Nacional de Câncer, a Johns Hopkins University e a Universidad San Ignacio de Loyola.

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    No ranking global, o Brasil aparece na quarta posição entre os países mais afetados, com média de 8,85 bitucas por metro quadrado, o equivalente a quase nove filtros em uma área de um metro de areia.

    Apesar de pequenas, as bitucas são consideradas um dos resíduos mais persistentes e nocivos ao meio ambiente. Produzidas a partir de acetato de celulose, um tipo de plástico de difícil decomposição, elas liberam microplásticos e milhares de substâncias químicas ao entrarem em contato com a água, o que pode comprometer a qualidade do solo, contaminar o ambiente marinho e afetar a fauna.

    Entre os países com maior densidade de bitucas nas praias estão Irã, Chile e Tailândia, que lideram o ranking. Além do Brasil, também aparecem na lista países como Uruguai e Alemanha.

    Os dados reforçam o alerta para os impactos do descarte inadequado de resíduos e a necessidade de medidas de conscientização e preservação ambiental, especialmente em áreas costeiras.

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