A greve dos caminhoneiros foi oficialmente encerrada nesta quinta-feira, 19, em todo o país, após avanços nas negociações com o governo federal. A decisão foi confirmada pelo presidente da Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC), Sérgio Pereira.
Segundo o dirigente, o fim do movimento ocorre de forma imediata, após a publicação de uma medida provisória que atende parte das reivindicações da categoria. “A partir desse momento vai se encerrar”, afirmou em entrevista à Rádio Menina.
Entre os principais pontos do acordo está o endurecimento das regras para o cumprimento do piso mínimo do frete. A nova regulamentação prevê multas para empresas que realizarem pagamentos abaixo da tabela estabelecida.
Outro avanço destacado pela categoria é a obrigatoriedade do registro das operações por meio de sistemas oficiais, como o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e o Sistema de Informações de Operações de Transporte (SIOT). Com isso, fretes abaixo do valor mínimo poderão ser automaticamente bloqueados.
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A medida provisória também amplia a fiscalização, com integração de dados entre órgãos como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Receita Federal e fiscos estaduais e municipais, além de prever sanções administrativas mais rigorosas.
Apesar de considerar que nem todas as demandas foram atendidas integralmente, a liderança dos caminhoneiros avaliou o resultado como positivo. “Não é tudo que a gente esperava, mas já é um grande passo”, disse Pereira.
O movimento tinha como principais pautas a revisão da tabela do frete, a redução dos custos operacionais, especialmente do diesel, e maior fiscalização sobre o cumprimento das regras do setor.
Com o fim da paralisação, a expectativa é de normalização no transporte de cargas já nas próximas horas.
Matéria por: Manuela Córdova – estagiária de Jornalismo