O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou nesta quinta-feira (05) a Operação Minério do Vale, que investiga irregularidades na extração de pedras em Aurora, no Alto Vale do Itajaí.
Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão nos municípios de Aurora, Navegantes e Criciúma. Além disso, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina determinou a suspensão das atividades de exploração mineral realizadas pela empresa investigada.
As apurações apontam que, em 2024, uma área arrendada pelo Município de Aurora para extração de pedras — amparada por licenças ambientais concedidas exclusivamente ao próprio município — passou a ser utilizada irregularmente por uma empresa privada.
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Mesmo sem licença ambiental ou direito de lavra, a empresa utilizava o terreno arrendado, maquinário e, em diversas ocasiões, até caminhões da prefeitura para transportar o material. Os investigadores também identificam possível participação de um ex-agente político e de um ex-agente público no esquema, que teria causado prejuízo ao erário.
Há ainda indícios de uso indevido de veículos, máquinas e estruturas municipais, além de suspeitas de irregularidades financeiras, pagamentos incompatíveis, lavagem de dinheiro e atuação ajustada entre pessoas físicas e jurídicas.
Durante as buscas, foram apreendidos R$ 50 mil em espécie e duas armas de fogo. A operação contou com apoio da Polícia Científica e da Polícia Militar Ambiental, que realizaram levantamentos técnicos nas áreas de extração.
A investigação segue em sigilo, e novas informações serão divulgadas quando houver publicidade dos autos.