Um homem em surto psicótico mobilizou equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após ser encontrado sobre o telhado de um estabelecimento comercial, em situação de risco, nesta semana. A ocorrência exigiu cerca de 40 minutos de negociação até que o resgate fosse concluído com segurança.
De acordo com a Polícia Militar, o homem estava sem camiseta e caminhava sobre a cobertura do prédio, a uma altura aproximada de oito metros. Ao ser abordado verbalmente pelos policiais, ele passou a gritar de forma contínua, demonstrando intensa agitação e afirmando estar sendo perseguido por pessoas que, segundo ele, queriam matá-lo. O discurso era desconexo e o comportamento indicava a presença de alucinações.
Em determinado momento, o homem arrancou telhas do próprio telhado e passou a arremessá-las de forma aleatória, colocando em risco pedestres e causando danos ao imóvel. Com a chegada de reforço policial e dos bombeiros, a situação tornou-se ainda mais delicada. Ao perceber o aumento do efetivo, ele entrou em pânico e correu de maneira desordenada por telhados vizinhos, alcançando a cobertura de outros estabelecimentos.
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Após uma série de deslocamentos perigosos, as equipes conseguiram contê-lo temporariamente em um ponto mais baixo. Nesse momento, os bombeiros posicionaram uma escada mecânica e, junto com os policiais, iniciaram um trabalho de diálogo contínuo, com o objetivo de acalmá-lo e convencê-lo a descer sem o uso de força.
Depois de cerca de 40 minutos de negociação e com a área já isolada, o homem demonstrou sinais de exaustão e concordou em descer. Ele foi imobilizado com segurança, colocado em uma maca e encaminhado para atendimento médico.
Durante o atendimento, em momentos de maior lucidez, o homem relatou que estava há aproximadamente dois dias fazendo uso contínuo de cocaína. Segundo ele, o consumo intenso desencadeou alucinações persecutórias, levando-o a acreditar que estava sendo ameaçado de morte. O homem também informou que vive em Santa Catarina há cerca de dois anos e não possui antecedentes policiais no estado.
Diante da ausência de registro formal por parte dos responsáveis pelos danos materiais e do evidente quadro de crise de saúde mental associado ao uso de drogas, as equipes priorizaram a preservação da vida. O homem foi encaminhado ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, onde permaneceu sob cuidados médicos para avaliação psiquiátrica e tratamento clínico.
Matéria por: Manuela Córdova – estagiária de Jornalismo